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Reinício do tratamento de Pé Torto Congênito (PTC) pelo Método Ponseti

Reinício do tratamento de Pé Torto Congênito (PTC) pelo Método Ponseti

Uma semana após a primeira consulta, estávamos nós de volta em Pouso Alegre (MG) para iniciar as manipulações de gesso no meu filho Gabriel, que nasceu com pé Torto Congênito (PTC). Eu, com o 'coração na mão' e apertado porque só uma mãe, em especial quando tem um filho com alguma deformidade ou deficiência, sabe a sensação que é ver seu filho sendo engessado. Por mais que saibamos que tem tratamento e o nosso filho vai ter vida normal, sem dúvida, queremos estar no lugar deles.

Eu também tinha medo por causa de todo o histórico negativo de médicos que havíamos passado anteriormente até chegar neste novo médico. Mas com fé em Deus e confiança no que o novo ortopedista, doutor Guilherme Franco, havia nos passado na primeira consulta, ficamos mais confiantes de que desta vez daria tudo certo. 

E deu. 

Logo após a colocação do gesso nas duas perninhas do Gabriel, ele chorou muito, também pelo fato de estarem mexendo com ele e impedindo que ele se movimentasse. Era o início de um algo novo, apenas o incômodo mesmo.

Desde o primeiro momento, o doutor Guilherme foi muito atencioso e cuidadoso. Era o que sentíamos falta e precisávamos naquele momento. Buscamos muito um médico que nos acolhesse depois de tantos transtornos e recomeços de tratamentos. 

Além de toda atenção pessoalmente, o médico forneceu o número de celular dele para que fôssemos informando sobre como estava a adaptação do Gabriel e para qualquer dúvida que surgisse. 

Esse tipo de atendimento nos ajudou a ter confiança no profissional e também na eficácia do tratamento. O profissional em qualquer tipo de atendimento médico faz toda diferença. E, neste caso, foi muito importante pra nós. 

Foram três trocas semanais de gessos. O médico achou que já podia fazer a Tenotomia (pequena cirurgia que alonga o tendão de Aquiles e é feita em consultório mesmo), pois com essa quantidade de gessos os pezinhos do Gabriel já estariam na posição correta e prontos para a cirurgia. Devido o Gabriel ter tido um início de tratamento, mas não prosseguirmos de forma correta, como já contei em post anteriores, ele acabou fazendo menos trocas do que o previsto pelo Método Ponseti. 

É chegado o dia da Tenotomia!

Mais uma vez, esse coraçãozinho de mãe estava na mão. Deu tudo certo, correu tudo bem graças a Deus. É um procedimento simples e muito rápido, onde é dado um ‘piquezinho’ no tendão de Aquiles, e, em seguida, confeccionado mais um gesso nas duas perninhas para a cicatrização do tendão. Esse último gesso, o Gabriel ficou por quatro semanas. 

Voltamos para casa e foi desafiador segurar uma criança (sapeca!), de 1 ano e 8 meses, para não quebrar o gesso. Depois das quatro semanas, com grande sentimento de vitória, voltamos ao médico para retirada do gesso e início do uso da órtese, modelo Dennis Brown.

Contarei a vocês no próximo post como foi essa adaptação e uso da órtese. Até lá!

Mundo Adaptado ®
Joselene Andrade
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Sou casada e mãe do Gabriel- que nasceu com o pé torto congênito (ptc), "meu pezinho de ouro". Maternidade atípica. Costumo dizer que ele é o presente mais lindo que Deus me deu.

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