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Quais exames devem ser realizados quando uma criança tem uma crise epiléptica? Post 4

Quais exames devem ser realizados quando uma criança tem uma crise epiléptica? Post 4

Quais exames devem ser realizados quando uma criança tem uma crise epiléptica?
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Atualmente existe um grande número de exames que podem ser realizados na investigação de crianças com epilepsia, como por exemplo: o eletrencefalograma, poligrafia neonatal, videomonitoração eletrencefalográfica, ecografia cerebral 
transfontanelar, tomografia de crânio, ressonância nuclear magnética do encéfalo, SPECT cerebral, tomografia por emissão de fóton único, tomografia por emissão de pósitrons, monitoração invasiva e semi-invasiva com eletrodos esfenoidais, eletrodos de forame oval, eletrodos de profundidade, placas e grades corticais entre outros.

Contudo, o fundamental e certamente muito mais importante que a realização que qualquer exame subsidiário, é que a história clínica do paciente seja adequadamente coletada e que a descrição da crise epiléptica seja a mais completa possível.

Como já dissemos anteriormente, a epilepsia é um diagnóstico clínico, até mesmo por que, frequentemente, crianças epilépticas, têm todos os exames subsidiários normais.

De modo geral, a investigação inicial após a primeira crise deve ser realizada com um exame eletrofisiológico (eletrencefalograma de rotina) e por um exame de imagem (preferencialmente a ressonância magnética do encéfalo).
 

Todas as crianças terão as crises epilépticas controladas com as medicações?

Não. De um modo geral, em torno de 80% das crianças terão controle completo das crises epilépticas com uma ou com a associação de duas medicações antiepilépticas.

Ao redor de 15 a 20% das crianças com epilepsia, não obterão controle completo das crises mesmo com o uso regular de drogas antiepilépticas associadas.

Sabemos que nos casos em que os exames de neuroimagem demonstram a presença de lesões cerebrais (como os tumores, malformações ou lesões adquiridas) o controle das crises costuma ser mais difícil, quando comparados às crianças que têm exames de neuroimagem normais (sem lesão cerebral aparente).

Quando utilizamos algumas drogas antiepilépticas sem haver resposta adequada, ou seja, sem o controle das crises, utilizamos o termo “epilepsia clinicamente refratária” ou "epilepsia de difícil controle medicamentoso".

Algumas destas crianças podem ser submetidas a algum tipo de procedimento cirúrgico para o tratamento da epilepsia. As crianças que não respondem às medicações, e que não podem ser submetidas a nenhum procedimento cirúrgico, são denominadas portadoras de “epilepsia intratável”.

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