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Por que acontecem as crises epiléticas? Post 1

Por que acontecem as crises epiléticas? Post 1

Por que acontecem as crises epiléticas?

No mês de março celebra-se o "purple day", um dia em que pessoas ao redor de todo o mundo vestem peças de roupa na cor roxa, em apoio ao "Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia" (26 de março).

Devemos lembrar que a epilepsia (crises convulsivas) podem ocorrer em praticamente TODAS as crianças com doenças que comprometam o cérebro... desse modo, epilepsia é um assunto que diz respeito à todos nós. Entenda melhor a diferença entre crise epilética e epilepsia aqui.

No sentido de colaborar com a divulgação deste tema,  vou postar pequenos textos que creio possam ser do interesse destes pacientes e de suas famílias.

Pretendo evitar termos excessivamente técnicos. Darei preferência a termos que sejam acessíveis às pessoas leigas, pois meu objetivo é me dirigir às famílias destas crianças.

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Por que acontecem as crises epiléticas?

Nosso cérebro é formado por milhões e milhões de células chamadas neurônios e estas células comunicam-se através de 
impulsos elétricos. Desta forma, nosso cérebro pode ser entendido como uma grande usina de energia elétrica, funcionando 24 
horas por dia, enquanto estamos acordados e também enquanto estamos dormindo.

As crises epilépticas surgem quando estes impulsos elétricos passam ocorrer de forma muito intensa, exacerbada. Quando 
somente uma pequena parte dos neurônios cerebrais passa a “descarregar” de forma exacerbada, podem provocar as chamadas crises epilépticas focais (ou parciais). Quando muitos neurônios dos dois lados do cérebro passam a descarregar de forma exacerbada acabam provocando as chamadas crises epilépticas generalizadas.

As crises epilépticas parciais manifestam-se através do envolvimento de somente uma parte do corpo da criança como, 
por exemplo, um braço, uma perna ou somente o rosto. As crises epilépticas generalizadas manifestam-se através do envolvimento de todo o corpo.

As crises epilépticas parciais podem ser basicamente de dois tipos: crises epilépticas parciais simples (nas quais não há perda da 
consciência) e as crises epilépticas parciais complexas (nas quais há perda ou comprometimento significativo da consciência).

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Existem diferentes tipos de crises epilépticas?
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Sim. O tipo de crise epiléptica depende fundamentalmente de qual região do cérebro está sendo comprometida no momento 
da crise.

Como sabemos, cada pequena região do cérebro tem determinada função. Por exemplo, as regiões cerebrais posteriores 
(que chamamos de lobos occipitais) são as responsáveis pela visão, logo, se a crise envolver estas regiões ela se manifestará 
através de alterações visuais. Nesse caso, o paciente pode ter alucinações visuais, turvamento ou escurecimento visual, visão 
dupla e movimentos piscatórios.

Outro exemplo: as regiões mais 
anteriores do cérebro (que chamamos de lobos frontais) são as responsáveis por nossos movimentos, assim, caso a crise epiléptica envolva estas regiões cerebrais ela se manifestará através de alterações como aumento do tônus muscular (pode permanecer com os braços ou com as pernas endurecidas), tremores, abalos 
musculares ou espasmos.

Desta forma, existem muitos tipos diferentes de crises epilépticas e por esse motivo é muito importante que os familiares 
que cuidam da criança e que eventualmente tenham presenciado alguma crise a descrevam com o máximo de detalhes possível. 

O médico neurologista vai utilizar a descrição de quem presenciou o evento para descobrir em qual região do cérebro foi gerada a 
crise. Portanto, por mais difícil que seja, se você estiver frente a uma criança que está apresentando uma crise epiléptica mantenha a calma e observe cuidadosamente o maior número possível de detalhes para poder contar ao seu médico no momento da consulta. Leia mais sobre o que fazer durante uma crise epilética

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