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Educação Inclusiva em Tempos de Pandemia

Educação Inclusiva em Tempos de Pandemia

Vamos lá galera!

Hoje iremos dialogar sobre educação inclusiva em tempos de pandemia e distanciamento social, seus reflexos no cenário educacional e o quanto isso prejudica os alunos, principalmente os que têm alguma deficiência e até comorbidades.

Infelizmente ainda não temos uma educação inclusiva fortalecida e amplamente consolidada no âmbito escolar, e no agravamento da doença COVID-19, esse contexto se intensificou, aumentando consideravelmente o acesso de pessoas com deficiência ao ensino integral.

Para disciplina de Educação Física, nós enquanto área do conhecimento sofremos com o desinteresse de alguns alunos nos anos finais do fundamental, por diversos motivos essa prática acontece e desfavorece amplamente o ensino. Segundo Santos (2014):

Nos anos finais do Ensino Fundamental, os alunos tendem a reduzir a participação nas aulas de Educação Física, devido à ausência de aprofundamento esportivo, situação comum nos anos iniciais. Deste modo, o professor da disciplina precisa adotar práticas que valorizem a Educação Física, reforçando o desenvolvimento dos valores sociais, cognitivos, psicomotores e intelectuais, evidenciando a necessidade de adoção de hábitos saudáveis para qualidade de vida, proporcionando a formação de sujeitos participativos nas mudanças e escolhas sociais (SANTOS, 2014).

Ainda ressalto que o ambiente escolar favorece a integração dos alunos com deficiência, ter o contato físico, social e emocional é importante para que aconteça de fato a inclusão.

O processo de integração ocorre dentro de uma estrutura educacional, que oferece ao aluno a oportunidade de transitar no sistema escolar, da classe regular ao ensino especial, em todos os seus tipos de atendimento: escolas especiais, classes especiais em escolas comuns, ensino itinerante, salas de recursos, classes hospitalares, ensino domiciliar e outros. Trata-se de uma concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados (MANTOAN, 2006, p. 18).

Pontuando e ampliando sobre inclusão, Rodrigues (2006) enfatiza da seguinte forma:

Já a inclusão questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, como também o próprio conceito de integração. Ela é incompatível com a integração, pois prevê a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceções, devem frequentar as salas de aula do ensino regular (RODRIGUES, 2006, p. 196).

Sobre tempos de pandemia, o cenário educacional é desastroso nessa primeira etapa, com docentes e equipe gestora ainda tendo dificuldades em lidar com a tecnologia (ressalto nesse paragrafo que ninguém estava preparado para lidar com uma doença mundial), se adaptando ao processo de evolução.

Todos os alunos devem ter sua individualidade e potencialidades respeitada, enfatizando o seu processo de ensino aprendizagem, acreditando que à diversidade possa oferecer maiores oportunidades para a aprendizagem a todos os que nela estão inseridos:

As políticas educativas devem ter em conta as diferenças individuais e as situações distintas. A importância da linguagem gestual como meio de comunicação entre surdos, por exemplo, deverá ser reconhecida e garantir se a que os surdos tenham acesso à educação na linguagem gestual do seu pais. Devido às necessidades particulares dos surdos e do grupo de cegos, é possível que a sua educação possa ser ministrada de forma mais adequada em escolas especiais ou em unidades ou classes especiais nas escolas regulares (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994).

O ensino remoto claramente dificulta esse acesso, e alunos com deficiência estão sendo prejudicados em maior escala, afetando o seu ensino e seu desenvolvimento social., Ropoli (2010) afirma que:

A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas (ROPOLI, 2010, p.8).

Dado o exposto, concluo essa postagem no blog MUNDO ADAPTADO, visando orientar pais e comunidade das pessoas com deficiência, DEVEMOS e PODEMOS cobrar pela melhora do ensino remoto, cobrando por um ensino que respeite as individualidades e destaque o melhor de cada aluno, é necessário que a escola e professores tenham um planejamento com equidade.

Estamos falando de direitos constituídos, o respeito e a equidade são bases de uma educação consolidada.

Professor Fernando Toledo Cardoso

Conheçam um pouco do nosso trabalho no vídeo abaixo: 


 RESPEITO E AMOR 

Mundo Adaptado
Fernando Toledo Cardoso
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Professor de Educação Física, com segunda licenciatura Plena em Pedagogia, pós graduação em: Deficiência Intelectual ✅ Deficiência Física ✅ Psicomotricidade ✅ Psicopedagogia ✅ Trabalhou na ACDEM e AACD com olhares para diversidade humana.

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