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Uma reflexão sobre a inclusão

Uma reflexão sobre a inclusão

A minha atuação parlamentar desde 2012 é focada na construção de uma sociedade mais justa e de uma cidade melhor para todos os curitibanos. É um trabalho árduo que me fez voltar o olhar para causas que têm pouco espaço no debate público e, por isso, abracei a defesa da pessoa com deficiência. Mesmo com o obstáculo diário, que é viver sem uma mão, levei um de tempo para me inteirar do tamanho da dificuldade que outras pessoas, com deficiência, enfrentam. Hoje, busco como máxima do meu dia-a-dia que "o melhor para todos” seja usado em seu sentido literal e termos como inclusão deixem de ser necessários.

Entretanto, agora neste momento em que falo exclusivamente da pessoa com deficiência, tenho certeza que é preciso e necessário garantir que as leis já criadas sejam respeitadas e aplicadas. É o caso da lei federal 11.126, de 2005, que assegura à pessoa com deficiência visual o direito de ser acompanhada pelo seu cão-guia  em todos os meios de transportes, ambientes de uso coletivo, públicos ou privados.

Aqui não há qualquer julgamento daqueles que em algum momento não tiveram a sensibilidade de perceber que o cão-guia é muito mais que um pet e negaram a entrada ou uso de um serviço para as pessoas que estavam com o animal. Isso ocorre mais por falta de informação, o que avalio como a origem de todo e qualquer preconceito.

Então, faço este apelo porque sei que as novas tecnologias nos permitem uma comunicação mais ágil, rápida e com amplitude considerável. Leis como do acesso do deficiente visual com o cão guia devem ganhar os meios de comunicação, as redes sociais, as plataformas digitais. Ao divulgarmos as boas notícias, ampliamos o acesso de todos aos bens, serviços e tudo que é produzido pela nossa sociedade. E também esclarecemos direitos individuais e coletivos que ainda não de conhecimento público mais amplo. Devemos deixar de lado as fakes news, os preconceitos e as informações incorretas e vamos divulgar as informações úteis que ainda não tiveram a oportunidade de chegar a todos.

A divulgação de leis, de projetos, e da própria realidade da pessoas com deficiência ajuda a acabar com o desconforto, constrangimento e discriminação. Nós não podemos mais ser impedidos de circular, de consumir produtos e serviços básicos ou de simplesmente levarmos uma vida como qualquer outra pessoa. É o direito que nos assiste e que nos move para uma sociedade mais fraterna e solidária com os seus cidadãos.

Em tempo, quero destacar, que os cães-guias são treinados, são melhores amigos, anjos da guarda e auxiliam os deficientes visuais em tarefas diárias. Mais do que uma atividade, o cão-guia tem uma vocação e dedica sua vida a guiar pessoas. O primeiro e principal passo para a inclusão é a nossa atitude.

*Pier Petruzziello, 36 anos, Líder do Prefeito Rafael Greca na Câmara de Vereadores de Curitiba

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Pier Petruzziello, nascido em 1982, formado em Direito e pós graduado em Gestão Pública. Sou Curitibano, vereador em segundo mandato. Em 2006 sofri um acidente e tive meu antebraço amputado, por isso, me sinto seguro para falar sobre a causa PcD

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