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O combate à doenças crônicas em crianças começa pela comunicação

O combate à doenças crônicas em crianças começa pela comunicação

O sucesso do tratamento de doenças crônicas em crianças começa pela comunicação. Mas como assim? Vou explicar.

Todas as crianças provavelmente terão muitos problemas de saúde durante a infância, mas para a maioria delas esses problemas são leves, eles vêm e vão, não interferem em sua vida diária e no seu desenvolvimento. Para algumas crianças, no entanto, condições crônicas de saúde afetam a vida cotidiana durante toda a infância, pois enfrentam muitas hospitalizações, requerem cuidados médicos durante internação e também domiciliares.

Vale lembrar que crianças com doenças crônicas estão sempre tendo que aprender a lidar com sua condição. Em alguns casos, a criança pode inclusive pensar que está sendo punida por alguma coisa. É por isso que o diálogo com a família é tão importante! A comunicação pode ajudar a aliviar um pouco a ansiedade de todos e até acalmar a criança para ela entender a necessidade dos procedimentos e seguir corretamente o tratamento.

A falta de comunicação ou mesmo uma informação mal colocada pode comprometer os resultados tanto para o paciente, quanto para sua família. As informações corretas precisam ser divulgadas ao maior número de pessoas possível e também deve ser feita de modo que seja compreensível por todos os envolvidos.

Por isso, defendemos que a comunicação com as crianças deve ocorrer continuamente e da forma mais natural possível preparando-as para assumir, com o tempo, certa responsabilidade pela condução do tratamento.

Dependendo da gravidade da doença, é necessário um acompanhamento rigoroso e o estabelecimento de uma parceria terapêutica. Nesses casos, ensinar é mais do que um processo unidirecional de fornecimento de conhecimento. Ensinar requer diálogo construtivo e colaborativo entre a equipe médica, a família e, principalmente, a criança. Por meio do diálogo empático e amigável com o paciente é possível obter maior entendimento e, por fim, aderência da criança ao plano de tratamento.

Crianças e famílias que lidam com alguma doença crônica têm muito em comum. Aprender a viver com uma condição crônica pode ser muito desafiador para uma criança, para os pais e para irmãos e amigos.

Muitas crianças passam por momentos de negação de sua doença quando param de tomar medicamentos, de seguir dietas especiais ou de verificar o açúcar no sangue. Além disso, o corpo da criança muda rapidamente o que pode alterar os sintomas da doença ou as doses necessárias de medicamentos. Nesses momentos é importante ajudá-la a controlar a doença. Afinal, mesmo com doenças crônicas, crianças serão sempre crianças!

Como seria se o seu filho(a) pudesse ter um amigo, um companheiro com quem pudesse dividir seus sentimentos, seus medos e dúvidas sobre a doença? Pensando nisso, desenvolvemos um Chabot, chamado Obi, para melhorar a comunicação com crianças portadoras de doenças crônicas. Ele estimula o diálogo através de um aplicativo.

O Obi será um amigo da criança que terá a mesma doença que ela é estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Esta plataforma única permite que as crianças expressem como estão se sentindo como em uma conversa com um amigo, o que as deixa mais confortáveis para compartilhar seus sentimentos.

Além disso, há uma opção para coletar dados da conversa entre Obi e a criança, uma vantagem para os pais e profissionais de saúde para obter dados sobre a saúde física e mental da criança.

Quer conhecer mais sobre myfriendObi? Inscreva-se aqui: myfriendObi.

Deixe também seu comentário e ajude-nos a aprimorar o Obi para que cumpra a sua missão e ajude a melhorar a comunicação de crianças com doenças crônicas, suas famílias e médicos.

Mundo Adaptado
Giovanna Colin Zeny
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“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades” Luís Vaz de Camões, século XVI

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