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Ministério da Saúde sugere que autistas com comportamento agressivo sejam tratados com eletrochoque

Ministério da Saúde sugere que autistas com comportamento agressivo sejam tratados com eletrochoque

Ministério da Saúde sugere que autistas com comportamento agressivo sejam tratados com eletrochoque

Recentemente um assunto muito polêmico foi abordado pelo Ministério da Saúde através de um documento que teria sido elaborado pela comissão nacional de incorporação de tecnologias no SUS. Apesar de o próprio texto do protocolo reconhecer que esse procedimento não é recomendado nas diretrizes clínicas internacionais que foram consultadas, acredita-se que através de uma equipe especializada a técnica poderá ser usada com êxito.

No entanto a comunidade brasileira aproveitou a deixa que foi aberta pelo órgão para então recolher mais de 9 mil assinaturas que foram colhidas em menos de 48 Horas indo contra a aprovação do protocolo, principalmente na área da saúde pública.

 O tratamento atualmente é conhecido como eletroconvulsoterapia (ECT) que simplesmente estimula o cérebro através da corrente elétrica que vai criar uma crise convulsiva para tratar as alterações do comportamento e acalmar os sintomas psiquiátricos do paciente.

Para a pesquisadora da área da infância Ilana Katz, a opção é uma tremenda falta de conhecimento, pois não funcionaria para pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Pois segundo a pesquisadora o tratamento do autismo precisa seguir uma linha muito cuidadosa com pluralidade de abordagens.

O psiquiatra da infância e da adolescência Ricardo lugon Arantes explicou que esse seria um salto duplo carpado, pois embora haja caso em que recomenda-se o uso das técnicas para ECT, é necessário reconhecer que o autismo não é uma delas.

 Já de acordo com o diretor do Hospital das Clínicas de São Paulo o procedimento não é indicado para o autismo em caso algum e nem qualquer outro país.

 Segundo ele os estudos recentes são insuficientes para chegar-se a um consenso positivo a respeito do tratamento.

 Segundo informações o procedimento tem obtido grandes sucessos com respostas altamente positivas em pessoas com depressão severa e em casos de catatonismo.  A resposta foi tão boa que pessoas que estavam deprimidas e com pensamentos suicidas chegando até mesmo a consolidar a tentativa várias vezes, voltaram ao trabalho e conseguiram levar uma vida normal depois do tratamento.

A escritora Carol Souza afirmou que é um retrocesso tentar igualar as condições de saúde com deficiência, pois apesar de ter bons resultados, no autismo o tratamento não é indicado. As famílias de pacientes com autismo estão preocupadas se o tratamento será validado.

 O deputado Danilo Cabral (PE) está pedindo a suspensão do novo protocolo mediante a insuficiência dos estudos que comprovam os efeitos positivos do uso desta técnica para os autistas e segundo documento apresentado por ele não seria de maneira alguma prudente expor os autistas ao tratamento que tem gerado grande polêmica e que ainda não possui eficácia comprovada dentro das necessidades de um autista.

O paciente seria submetido ao tratamento 3 vezes por semana e pode ser estender por algumas semanas dependendo da recomendação médica, com um tempo de duração pequeno onde depois de acordar o paciente pode voltar para sua casa normalmente. É necessário que se faça diversos exames e conta com o consentimento do paciente ou da família.

 

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