Amor, “Eu te amo”, ao pronunciar essas palavras até quando?
Afetividades inconfundíveis, à boa mãe, pai, irmão e amigo
E o amor conjugal? Não distingue gênero! Você ama alguém e não o que representa. Nasce a admiração!
Tem que chegar devagarinho com ternura
O pavão abre suas penas para encantar a fêmea. Todo animal precisa atrair o objeto amado. E o ser humano?Conquista e garante o sentimento infinito respaldado em quê?
O acasalamento era para simples procriação, e veio o tal do amor romântico
Na Bíblia Gênesis 2:24: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”
A Cinderela e o Príncipe encantado, o amor em um conto de fadas. Se a cinderela tivesse voltado para buscar o sapato não teria conhecido o Principe
Freud atrelou a sexualidade a todos os afetos, de forma neurótica
E se realizarmos um “check list” com quem gostaríamos de viver até eternidade. Mesmo com todos os prérequisitos preenchidos ao se unirem, não se tornam únicas, como citado na Bíblia, vivem experênciasdistintas, e as mesmas, serão ressignificadas conforme o que já foi vivido individualmente. Portanto, a mudança ao decorrer dos anos é inevitável
A escolha é feita em geral na juventude e falta experiência para compreender o que realmente importa
O ser humano é poligâmico, amor único é uma questão cultural. Os parceiros ajudam a vivenciar vazios e a plenitude. É através do outro que sabemos quem somos!
O amor está banalizado, símbolo de status social e realização pessoal. Afinal, a oferta é grande, é só abrir um aplicativo. A escolha é por “match”! Opa, engatilhado com um, e mais dois na sequência.
Amor não é algo inerente ao indivíduo. Não amamos alguém, amamos o que encontramos de nós nesse alguém E de repente, o outro se desnuda, a fantasia desintegra, e se apresenta como ele mesmo e não como reflexo da nossa própria imagem
O amor é idealizado, portanto, inalcançável. Todo desejo acaba, quando é realizado.
Surge a família, filhos... Desculpa perfeita para o elo jamais ser rompido
E diante da promessa mais linda que alguém possa fazer a alguém e a mais intangível começa toda história de amor: “Eu (nome do noivo ou da noiva) recebo a ti, (nome do noivo ou da noiva), como minha legítima esposa (ou meu legítimo marido). Prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da nossa vida”;
“Recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade”
Freud chega a dizer que em todo relacionamento uma pessoa toma a outra como objeto sexual. Não erotizada.
Além desse, há um outro aspecto um pouco mais obscuro, mais discernível a partir da análise, que Winnicott descobriu em seus tratamentos de criançascomportarem-se de forma malcriada justamente para saber se mesmo diante desses atos a mãe irá permanecer com eles, deve se concretizar através da ação de sustentar o bebê e de sobreviver a seus ataques
O primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe: A sua expressão, o seu olhar, a sua voz. [...] E como se o bebe pensasse: Olho e sou visto, logo, existo! (Winnicott)
Portanto, você só saberá amar se ao nascer tenha sido amado
Conheça sua sogra!
Tento explicar o inexplicável, amamos porque amamos, o tal do destino nos uniu para aprender algo juntos e de forma consensual foi permitida.
Felizes para sempre serão os que acreditam no amor, em todos os recomeços, mesmo sabendo que amar é cair no abismo com ou sem paraquedas, dependerá de você saber aciona-lo
Sou como Vinícius de Morais no Soneto da Fidelidade: “Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”





