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Deficiência Intelectual no âmbito escolar e o seu papel transformador-Inclusão Educacional ✅

Deficiência Intelectual no âmbito escolar e o seu papel transformador-Inclusão Educacional ✅

Temos como objetivo para o tópico de hoje, trazer o tema deficiência intelectual e a sua inclusão de pessoas com alguma deficiência, pelo prisma da educação transformadora e inclusiva, quando a qualidade acadêmica proposta poderá derrubar certas barreiras tradicionais que presenciamos dentro das escolas brasileiras.

E isto se faz muito importante, já que o preconceito contra as pessoas com deficiência muitas vezes é velado, mesmo com leis que incriminam tais atos, o preconceito ainda é assunto recorrente na implantação de novos programas e ações que tem como finalidade a conscientização da sociedade. Deste modo, podemos garantir que a educação é o início das mudanças na vida destas pessoas. Reconhecer e respeitar as diferenças e as individualidades se torna o melhor caminho na construção de um convívio e uma sociedade melhor (CORREIA, 1997).

A educação é um dos segmentos que mais sofre mudanças e adequações ao longo da história. No caso da inclusão de pessoas com deficiência no âmbito escolar regular, a inclusão se tornou, de certa forma, um acolhimento e a entrada destas pessoas na sociedade. No sistema de ensino escolar, com o propósito de socialização dos mesmos e da eliminação de preconceitos sofridos há tempos, até mesmo as leis que regem o país sofrem alterações. Para que esta situação seja tratada de forma cada vez mais natural, se fazem necessárias matrículas de pessoas com deficiência no ensino regular.

O movimento da integração escolar supõe estabelecer as primeiras tentativas, por questionar e rechaçar a segregação e o isolamento em que se encontravam as pessoas com deficiência nos centros de educação especial. Em um primeiro momento, as classes especiais foram consolidadas dentro de um centro escolar, e, mais tarde, à assistência dos alunos com deficiência em tempo parcial foi estabelecida na classe regular. Todavia, esta modalidade está bastante generalizada e vem apresentando enormes barreiras para ser erradicada. A inclusão dirige seu olhar a todos os alunos, já que todos podem experimentar dificuldades de aprendizagem em um dado momento (SÁNCHEZ, 2005, p. 14).

Segundo Mantoan (2003, p. 26), “a inclusão é a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro, e assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós”. Cada indivíduo é uma soma de vivências, trajetórias, experiências e conjunturas e as pessoas com deficiência não são diferentes.

Trazem bagagens emocional e racional e as utiliza para traçar novas metas e caminhos. Não se pode ignorar e nem ao menos menosprezá-las, pois devem ser tratadas de forma igualitária, pois este é o principal objetivo da inclusão destas pessoas na escola e na sociedade. A inclusão, sendo assim, começa em nosso dia a dia, quando oferecemos respeito, consideração e o direito delas terem as mesmas oportunidades que todos, não subestimando sua inteligência e nem as vendo como incapazes (MANTOAN, 2003).

A inclusão é poderosa e muda todo cenário educacional, preparando seus alunos para lidar com o respeito constante ao próximo e situações que remete a diversidade humana.

Os pais podem e devem contribuir neste sentido, fazendo com que se forme uma equipe destinada e voltada ao desenvolvimento do educando. Para que estes fatores caminhem com mais fluidez se faz necessária uma mudança nos movimentos das políticas públicas que atinja pelo menos, a maioria dos necessitados, e que gere uma necessidade de reflexões sobre a importância da educação como um todo e para todos, já que a inclusão é um processo gradativo e bastante complexo e não se apresenta de um dia para o outro. Valorizar, respeitar, solidarizar e compreender a inclusão é uma questão de coletivo, de sociedade e de progresso.

Transforma e constrói pessoas melhores, na escola ou fora dela. Sendo assim, com todos os fatores voltados para um mesmo objetivo, a inclusão escolar nunca será um fracasso total, pois a criança com deficiência conseguirá de todas as formas e por todos os ângulos ter sucesso, dentro de suas condições e/ou habilidades. E por sua vez, a sociedade de maneira geral, se libertará deste estigma do preconceito com as pessoas com deficiência, pois estes tratarão de provar suas capacidades em prol do progresso desta mesma sociedade.

Mundo Adaptado
Fernando Toledo Cardoso
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Professor de Educação Física, com segunda licenciatura Plena em Pedagogia, pós graduação em: Deficiência Intelectual ✅ Deficiência Física ✅ Psicomotricidade ✅ Psicopedagogia ✅ Trabalhou na ACDEM e AACD com olhares para diversidade humana.

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