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Defeitos do Fechamento do Tubo Neural (DFTN): entenda mais sobre o assunto

Defeitos do Fechamento do Tubo Neural (DFTN): entenda mais sobre o assunto

A partir da 3ª semana de gestação inicia-se a formação da placa neural que dará origem ao tubo neural, estrutura embrionária que formará o Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinhal). É ele o responsável por receber e transmitir informações para todo o organismo.

Em alguns casos, podem ocorrer malformações de Fechamento do Tubo Neural que acarretarão em uma série de sequelas dependendo do momento, da extensão e da altura da "falha". A incidência dessa malformação no tubo neural são de 0,5 a 8 casos a cada 1000 nascidos vivos, variando dependendo da região do Brasil.

Os DFTN podem ocorrer na porção cranial (cabeça), resultando em malformações como anencefalia e encefalocele, ou na porção caudal (coluna) resultando em uma condição conhecida como Espinha Bífida, que pode ser oculta ou não. 

A Espinha Bífida é uma das malformações mais frequentes dentre os Defeitos do Fechamento do Tubo Neural. Na Espinha Bífida algumas vértebras que deveriam proteger a medula espinhal não se formam, se fundem, permanecendo abertas.

Oculta
A Espinha Bífida Oculta muitas vezes é assintomática. A grande maioria da população que tem essa malformação não sabe que tem, pois ela não costuma causar comprometimento algum.

Aberta ou Cística

Pode ser diagnosticada durante ultrassonografia pré-natal ou questionada se a gestante fizer um exame cujo resultado para a α-fetoproteína, em soro materno e líquido amniótico, esteja alto. Após o nascimento, a lesão é normalmente visível no dorso. Na maioria dos casos, as crianças não ficam com alterações neurológicas cognitivas. 

Outros dados:

- Estudos mostram que a administração de ácido fólico antes da gestão, reduz o risco de ocorrência de DFTN em cerca de 50% a 70% do casos (Oliveira TMP et al., 2019);

- A chance de recorrência é de 5% para 2º filho, 10% para 3º filho e 25% para 4º filho do mesmo casal (Rocco FM; Saito ET; Fernandes AC,2007; Caderno de Atenção Básica- Brasília 2013);

- Prevalência: maior incidência no sexo feminino (1,4: 1) (Ferreira APS; Szwarcwald CL; Damacena GD ,2019);

- Possíveis complicações: neurológicas;, cognitivas, nutricionais, ortopédicas, vesico- intestinais (bexiga e intestino neurogênico).

Espero que tenham gostado do conteúdo. No próximo post falarei sobre a diferença da Mielomeningocele e Lipomielomeningocele. Acompanhem!
    

Mundo Adaptado
Paula Gripp
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Fisioterapeuta Pélvica Pediátrica; Mãe; Mestre em Engenharia Biomédica; Membro ABFP; Membro ICS; 1* Secretária APSAM Responsável Técnico do PL 1.861/2019. Pelvic/Clinepe/HPP

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