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A importância da fisioterapia na estimulação precoce de crianças com toxoplasmose congênita.

A importância da fisioterapia na estimulação precoce de crianças com toxoplasmose congênita.

A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada pelo protozoário Toxoplasma gondii (T. gondii) e infectante para diversos mamíferos. A gestante adquire a doença por meio da ingestão de água, vegetais ,frutas e carnes mal passadas contaminados com cistos desse protozoário ou se frequenta locais onde eventualmente possa haver fezes de felinos (terra, areia) que são os únicos hospedeiros definitivos de T. gondii.

O exame para detecção é simples, rápido e de baixo custo para ser realizado e o diagnóstico da infecção permite o tratamento adequado da gestante podendo reduzir a gravidade das sequelas da toxoplasmose no feto.  

A toxoplasmose congênita pode causar aborto e danos neurológicos e/ou oculares ao bebê, incluindo a micro ou macroencefalia, hidrocefalia, calcificações cerebrais, retardo mental, estrabismo e convulsões. (BAQUERO-ARTIGAO, 2012; FIGUEIRÓ-FILHO, 2007 apud Vidigal et al, 2002).

Os primeiros anos de vida de uma criança é uma fase em que correm diversas modificações importantes e algumas características de desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras são evidenciadas. Uma criança com toxoplasmose congênita pode ser assintomática ao nascer, entretanto, a perda tardia da audição ou da visão e consequente atraso do desenvolvimento motor pode ocorrer.

A toxoplasmose tem causado grande impacto na saúde pública com danos principalmente oculares, auditivos, cerebrais e, em especial, no atraso do desenvolvimento motor de crianças. A carência da estimulação nos primeiros anos de vida diminui o ritmo do processo evolutivo e aumenta as chances de transtornos psicomotores, sócios afetivos, cognitivos e da linguagem. A estimulação precoce pode ser definida com um programa de acompanhamento e intervenção clínico-terapêutica multiprofissional buscando o melhor desenvolvimento possível.

A fisioterapia atua de maneira individualizada com foco diferenciado, de acordo com os estágios da doença, com metas de reabilitação direcionada para a independência máxima que o paciente possa alcançar.

O desenvolvimento neuronal atinge seu nível máximo até os três anos de idade quando começa a decrescer até sua eliminação completa aos seis anos quando  as interconexões neuronais estão formadas e os mecanismos de aprendizagem são parecidos ao de um adulto, o que dificulta a estimulação em relação à fase infantil.

O cuidado à saúde da criança nos primeiros anos de vida é tarefa essencial para a promoção de saúde e a intervenção precoce em bebês pode fortalecer e formar novas conexões neuronais.

A estimulação das funções motoras irá ocorrer por meio da abordagem proprioceptiva. Já a motricidade deverá ser trabalhada reforçando movimentos diversos que favoreçam a adequação de tônus e força muscular. Atividades de estimulação sensorial tátil com objetos de diferentes cores, texturas, ruídos são de fácil execução. O foco do tratamento não deve ser a deficiência ou a tentativa de obter um padrão “normal” de movimento, mas sim de alcançar a funcionalidade. 

Diante disso, é importante ressaltar a grande importância da intervenção fisioterapêutica na reabilitação de pacientes portadores da toxoplasmose congênita quando se diz respeito à estimulação precoce que tem o objetivo de estimular e facilitar posturas e movimentos que favoreçam a aquisição sensório-motora, potencializando o desenvolvimento neuropsicomotor.

*Texto da fisioterapeuta Sabrina Santos Firmino. Conheça também a página onde ela escreve sobre outros temas: 

https://www.facebook.com/graVidatoxo

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