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A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN E A ESCOLA

A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN E A ESCOLA

Uma família, que inicia com desenvolvimentos sociais desde a primeira idade com seu filho à independência
e a autonomia, permitirá que esta criança
não sinta tanto bloqueio em sua aclimatação
neste novo ambiente. Na escola, a criança
irá experienciar outras situações que não
existiram na vida familiar, precisará aprender
a conviver com as decepções e conquistas,
terá que aprender com seus próprios erros e
celebrar seus acertos, a identificar seu lugar
nesta escola, ao se possibilitar ser ouvido,
percebido e devendo estar desempenhando
as mesmas dinâmicas que seus colegas,
compreendendo ele mesmo a obedecer seus
limites e oportunidades e sendo estimulado
neste sentido pelo orientador, ao proporcionar
exercícios que todos consigam se envolver,
mas observando as particularidades de cada
um.

Segundo Martins (2008):

As famílias podem ser orientadas para se tornarem excelentes auxiliares no processo de ensino de leitura, pois – a partir de casa, de maneira prática – podem começar associar nomes, objetos e situações da vivência cotidiana da criança (exs. nomes, nomes de pessoas da família, de objetos, de animais etc.), a palavras escritas, dando-lhes uma noção efetiva de que tudo está à sua volta tem nome. É importante também que leiam para elas histórias, que a estimulem a inventar, contar, dramatizar histórias, enfim, oferecendolhes ambiente afetivo, estimulante e criativo, porém sem perder a naturalidade existente no lar (MARTINS, 2008, p.165).

A educação é um direito inegável e incontestável a todos, sem qualquer tipo de diferenciação pela Constituição Federal de 1988, conforme destaca seu artigo 205:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988).

Mesmo se tratando de um direito de todos e responsabilidade do Estado e da família, por muito tempo, foi vetado aos indivíduos com má-formação. Estas, recebiam assistência distinguida dos demais, em núcleos desenvolvidas para estas finalidades e muitos foram até mesmo excluídos deste atendimento, já que as famílias, por não admitirem a deficiência de seus filhos, especialmente os com incapacidade intelectual, os conservava isolados em casa ou institutos qualificados, o  que amplificou ainda mais o afastamento social destes indivíduos. Por muito tempo o indivíduo com deformação intelectual foi cuidado como doente mental, sendo observado, portanto, como um indivíduo não educável. Para Martins:

Criança com esse tipo de deficiência já foi chamada, na sociedade e até mesmo nos meios acadêmicos, por várias denominações atualmente tidas como pejorativas, errôneas, entre as quais podemos citar: oligofrênica; cretina; imbecil; idiota; débil; criança subnormal; criança mentalmente anormal; mongoloide; [...] criança com déficit intelectual; criança especial, entre outras (MARTINS, 2011, p.27).

Todas as crianças, sempre que possível, devem aprender juntas, independentemente das suas dificuldades e diferenças. As escolas integradoras devem reconhecer as diferentes necessidades de seus alunos e a elas atender; adaptar-se aos diferentes estilos e ritmos de aprendizagem das crianças e assegurar um ensino de qualidade por meio de um adequado programa de estudos, de boa organização escolar, criteriosa utilização dos recursos e entrosamento com suas comunidades. Deveria ser, de fato, uma contínua prestação de serviços e de ajuda para atender às contínuas necessidades especiais que surgem na escola (SALAMANCA apud MARTINS, 2008, p.27).

A adaptação refere-se às próprias transformações comportamentais, de preparo destes profissionais para que consigam obter e ajudar pedagogicamente estes estudantes. Compreendemos que a escola necessita, a cada ano, ou na própria reestruturação e revisão de sua proposição pedagógica, refletir a sua função e seu papel na civilização, que é de extrema relevância para mudar estas ações preconceituosas experienciadas ainda hoje em relação aos indivíduos com deficiência.

Outras providências também precisam ser tomadas, como por exemplo: o redimensionamento das salas de aulas, com a redução do número de alunos, representando uma forma de permitir um atendimento mais individualizado e compatível com as necessidades da criança; inclusão de, no máximo, dois alunos com o mesmo tipo de deficiência na turma, para facilitar o trabalho docente; dotação de material didático necessário ao bom desenvolvimento das atividades pedagógicas; adaptação dos critérios de avaliação e promoção utilizados na escola às condições das crianças; apoio psicopedagógico adicional, na própria escola ou em centros especializados, quando necessário, fora do horário de aula, para não excluí-lo das atividades comuns a todos os alunos na turma (MARTINS, 2008, p.203).

Vale ressaltar que os alunos com deficiência mental têm habilidades, progridem intelectualmente e conseguem aprender. É importante o desenvolvimento de uma atividade de informação a fim de que sejam destruídos os preconceitos e elucidada todas as dúvidas reais e os juízos equivocados a respeito dos indivíduos com alguma deficiência.

 

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Mundo Adaptado
Fernando Toledo Cardoso
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Professor de Educação Física, com segunda licenciatura Plena em Pedagogia, pós graduação em: Deficiência Intelectual ✅ Deficiência Física ✅ Psicomotricidade ✅ Psicopedagogia ✅ Trabalhou na ACDEM e AACD com olhares para diversidade humana.

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