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VAMOS REFLETIR SOBRE ESSE TAL FARDO NO AUTISMO

Jacson Marçal
mar. 12 - 3 min de leitura
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Vamos refletir sobre esse tal fardo que muitas mamães vem questionando após a descoberta do Autismo? Uma consequência derivada do tal Luto que já falamos aqui.


O fardo em tradução livre seria objeto ou conjunto de objetos mais ou menos volumosos e pesados que se destinam ao transporte; carga. Em uma visão pessoal essa carga seria o próprio filho, autista, dentro desse contexto tudo que você carrega na sua vida tem um certo peso e medida, dentro de uma balança individual de cada pessoa.


Seria então o Autismo um fardo para mamães, papais, cuidadores e familiares?


Acredito ser muito além dessa livre classificação, as pessoas ficam presas dentro de uma visão micro de um assunto que já se tornou macro para muitos.


O Autismo hoje é visto como uma categoria do neurodesenvolvimento, quando buscamos o peso e a medida correta para classificar essa condição coexistente ou comorbidades apresentadas dentro do aspecto de fardo, o peso é próprio e individual para algumas pessoas, sem levar em consideração o ponto de vista inverso. Sim estamos falando de humanos, indiferente do nível, grau o categoria do Autismo.


Seria então o Autista o culpado por todo esse peso que você carrega? É se eu defender o amor perante a uma pessoa que julga o sofrimento dentro do meio Autístico um peso emocional ou físico como fardo? Estaria sendo hipócrita para muitos. Não vamos ser hipócritas, seria uma classificação única dentro da preponderância com um desrespeito a quem se enquadre em outro nível, seja leve, moderado ou severo do Autismo.


Mesmo assim seria ainda necessário a classificação da balança pessoal para um julgamento justo, desse tal fardo que muitos tendem a reiterar, temos o indivíduo, o Autista.


A classificação social em conjunto com as bases estruturais e individuais de cada pessoa, podemos gerar essa balança imaginária, porém quando lidamos com o peso sem a justa medida não podemos mais colocar nessa mesma balança observações como fatores externos ligados a qualidade de vida ou oportunidade socioeconômica, muito menos o devido amparo social que é deficitário no Brasil para com esses Autistas.


Não acredito no autismo como um fardo mas uma diferente medida para o que a sociedade julga certo, até o presente momento em comparações temos as gerações W,X,Y,Z,Alfa e Baby Boomer, dentro dessas classificações temos a geração Alfa como mais recente, mais conectada e mais propensa a suicídios com outras classificações, do outro lado da balança temos o processo do neurodesenvolvimento do meio Autístico que tem relações das mais variadas mesmo que indireta em resposta a nossa genética, carga hereditária, da gravidez tardia, da falta de vitamina D, dos agrotóxicos, entre diversas outras mínimas participações já comprovadas em diversos artigos e citações científicas.


Sendo uma visão tão macro, ainda tem quem julgue no direito de classificar sua descoberta familiar dentro do espectro com algo pesado sem entender toda sua base estrutural.


“Não pude escolher fatores que antecedem o meu nascimento, sendo assim sou Autista e não aceito a classificação de fardo.”


Autista Jacson Marçal @jacsonfier nas redes sociais.


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