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Som de flauta ajuda a desenvolver o cérebro de bebês prematuros

Som de flauta ajuda a desenvolver o cérebro de bebês prematuros

O cérebro de um bebê prematuro ainda está em desenvolvimento quando ele nascem. Por isso, são importantes tantos cuidados que eles recebem durante a internação em UTI Neonatais. Esses pequenos-grandes guerreiros apressadinhos, a partir do momento que chegam ao mundo, passam a vivenciar condições muito diferentes daquelas que viveriam se ainda estivessem na vida intrauterina e sofrem com o alto risco de desenvolver distúrbios neurológicos.

Foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) e dos Hospitais Universitários de Genebra (HUG), na Suíça, propuseram uma nova "terapia" para acalmar os bebês e estimular o neurodesenvolvimento desses recém-nascidos: criar música orquestrada composta especialmente para eles.

O estudo revelou que a música ajuda a relaxar os bebês os quais são submetidos ao estresse da UTI e cria conexões nervosas mais rapidamente. E acredite: a música do pungi – a flauta utilizada pelos encantadores de serpentes e tradicional da Índia- é a que demonstrou os melhores resultados. “As crianças mais agitadas acalmaram-se com a flauta indiana quase instantaneamente e a sua atenção voltou-se para a música”, revela Lara Lordier, estudante no Hospital Universitário de Genebra e principal autora do estudo.

A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do HUG recebe todos os anos 80 crianças nascidas entre 24 e 32 semanas de gravidez. A grande maioria sobrevive e metade desenvolve desordens em seu neurodesenvolvimento, incluindo dificuldades de aprendizagem, distúrbios emocionais ou emocionais.

Os primeiros resultados da pesquisa foram publicados nos Anais da Academia Nacional de Ciências nos Estados Unidos e as imagens médicas mostraram que as redes neurais de bebês prematuros que ouviram essa música, e em particular uma rede envolvida em muitas funções sensoriais e cognitivas, estão se desenvolvendo muito melhor.

O estudo envolveu três grupos de bebês: dois grupos de bebês prematuros, um dos quais estava em contato com música; e um terceiro grupo composto por bebês saudáveis nascidos no fim do tempo normal de gestação. Os investigadores recorreram a ressonâncias magnéticas para avaliar as diferenças de desenvolvimento cerebral entre os três grupos.

Além disso, foram testados três tipos de instrumentos: o punji, a harpa e sinos. Para escolher os instrumentos adequados para os bebês prematuros, o compositor Andreas Vollenweider, que já havia realizado projetos musicais com populações frágeis e demonstrou grande interesse em criar músicas adequadas para crianças prematuras, tocou vários tipos de instrumentos para as crianças, na presença de uma enfermeira especializada.

Próximos passos

As primeiras crianças envolvidas no projeto têm, hoje, seis anos, que é a idade em que problemas cognitivos começam a ser detectados. Os cientistas agora vão se reencontrar com os jovens pacientes para conduzir avaliações cognitivas e socioemocionais e observar se os resultados positivos observados nas primeiras semanas de vida continuam presentes.

Fontes: Sunnyskyz / Revista Crescer / O Meu bebê / Prematuridade / Universidade de Genebra.

 

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