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Quem sou EU?

Quem sou EU?
Maria Ofelia Fatuch
jan. 21 - 3 min de leitura
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Quem sou eu?

Iniciei como neonatologista, na época inauguraram algumas UTIS neonatais. Como aluna ainda, fui a São Paulo ter essa experiência e me apaixonei pelos bebês. No entanto, percebi que a luta pela vida nesse período poderia acarretar problemas futuros no desenvolvimento motor e cognitivo.

Não temos como avaliar totalmente o risco, somente o tempo nos mostrará se houveram consequências no uso do respirador, oxigênio, icterícia ou mesmo na resposta ao atendimento em sala de parto. Atualmente, a maioria das maternidades contam com um pediatra de plantão. Não era a realidade. Assim como, desestimular a realização de partos por não médicos ou domiciliar, pelo risco do imprevisto, apesar de alguns países permitirem.

O pré natal é fundamental para prevenir diversas intercorrências pós natais, principalmente, quando é classificada como gestação de risco materna ou fetal, mesmo assim, não são isentos os riscos no decorrer da gestação.

Os exames de rotina, assim como a ultrassonafia são fundamentais para detectar problemas intra útero e não somente o sexo da criança.

A mãe quando está grávida tem uma expectativa sobre aquele bebê e um sonho arquitetado durante todos os meses, quando ocorre o inesperado pelos problemas acima citados ou má formações ou doenças genéticas deixando sequelas, precisará haver uma desconstrução dessa imagem e encaixar o quebra cabeça com as novas peças recebidas.

Antes de fazer medicina era voluntária no Pequeno Cotolengo destinado a crianças especiais, o meu primeiro salário como médica destinei a uma festa a essa entidade. E continuo prestando atendimento gratuito quando solicitada.

Na minha área atendo crianças especiais, e sempre me encantei com a afetividade delas. Mas, o meu maior exemplo é a resiliência das mães. O universo é sábio e a grande maioria delas sempre teve um alicerce familiar. E com belos parceiros(as).

É fundamental o acolhimento social. A necessidade de inclusão em todos os locais, percebi essa diferença quando morei nos EUA: ir à praia, Disney, escolas, hospitais. A população está inserida nesse contexto. Os pais são os maiores benfeitores nessa situação.

Outro fator é a vulnerabilidade desse público quando está febril, as infecções respiratórias e urinárias são prevalentes. Portanto, o atendimento deve ser preventivo e quando instalado mais agressivo.

Enfim, é uma grande caminhada repleta de conhecimento e crescimento interno para todos os envolvidos.





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