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O vazio de um novo ano através de Lacan!

Quando percebemos passaram 7, 30, 365 dias. Olhando para trás, realizamos coisas impensáveis, não planejadas. Tivemos perdas, afinal do que é feita a vida sem elas. Construímos um novo EU, talvez seja a famosa maturidade imposta com o passar dos anos Nem todos são analisados, lastimável, sempre coloco a análise não como respostas as nossas dúvidas, mas a transformação em quem realmente somos O indivíduo analisado tem consciência do seu desejo, e principalmente não causa dor ao outro fundamental para a criação da sua própria identidade Na análise entramos no túnel do sofrimento, feridas, sangramentos e cicatrizações. A análise é sobre fracassos impostos pela vida Precisamos aprender com o sofrimento! Para Lacan por que nos sentimos tão vazios? Com uma necessidade de preenchimento. Um buraco dentro de nós que precisa ser ocupado com ações ou objetos do exterior Numa das fases do desenvolvimento da criança, na fase de espelho, quando a criança se reconhece diante dele e percebe que é separada de tudo, esse é o buraco, é o nascimento do EGO É o peso da autoconsciência É o espaço entre o eu, a experiência e o executante dela; ou seja, uma cena inventada para o EGO Não existe vazio e nada para preencher Aprende-se em psicanálise que muitas vezes é preciso de tempo para que as pessoas entendam o que elas mesmas estão dizendo E talvez a necessidade do preenchimento, supostamente a felicidade a ser alcançada na virada do ano O desejo enquanto real não é da ordem da palavra e sim do ato No final do ano as pessoas ao redor do mundo todo se deparam com elas próprias. Ao olhar no espelho se observam: envelhecidas, distorcidas da imagem real. O outro tem seu próprio olhar ao nosso respeito. A importância dele para tomarmos consciência de quem somos O maior problema para qualquer mudança verdadeira é ignorar o morrer, o passar do tempo, protelando decisões que já fazem parte da consciência representadas pelo desejo. E sem desejo não existe renovação É para ficar louco com todas essas afirmações? Não! Não fica louco quem quer Quem quiser ser lacaniano que seja. Eu sou freudiano! Feliz 2024!
Maria Ofelia Fatuch
jan. 11 - 2 min de leitura
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Quando percebemos passaram 7, 30, 365 dias.

Olhando para trás, realizamos coisas impensáveis, não planejadas.
Tivemos perdas, afinal do que é feita a vida sem elas.

Construímos um novo EU, talvez seja a famosa maturidade imposta com o passar dos anos.

Nem todos são analisados, lastimável, coloco a análise não como respostas as nossas dúvidas, mas a transformação em quem realmente somos.

O indivíduo analisado tem consciência do seu desejo, e principalmente não causa dor ao outro fundamental para a criação da sua própria identidade.

Na análise entramos no túnel do sofrimento, feridas, sangramentos e cicatrizações.

A análise é sobre fracassos impostos pela vida. Precisamos aprender com o sofrimento! Para Lacan por que nos sentimos tão vazios? Com uma necessidade de preenchimento. Um buraco dentro de nós que precisa ser ocupado com ações ou objetos do exterior Numa das fases do desenvolvimento da criança, na fase de espelho, quando a criança se reconhece diante dele e percebe que é separada de tudo, esse é o buraco, é o nascimento do EGO É o peso da autoconsciência.

É o espaço entre o eu, a experiência e o executante dela; ou seja, uma cena inventada para o EGO.

Não existe vazio e nada para preencher Aprende-se em psicanálise que muitas vezes é preciso de tempo para que as pessoas entendam o que elas mesmas estão dizendo.

E talvez a necessidade do preenchimento, supostamente a felicidade a ser alcançada na virada do ano.

O desejo enquanto real não é da ordem da palavra e sim do ato.

No final do ano as pessoas ao redor do mundo todo se deparam com elas próprias. Ao olhar no espelho se observam: envelhecidas, distorcidas da imagem real.

O outro tem seu próprio olhar ao nosso respeito.

A importância dele para tomarmos consciência de quem somos.

O maior problema para qualquer mudança verdadeira é ignorar o morrer, o passar do tempo, protelando decisões que já fazem parte da consciência representadas pelo desejo.

E sem desejo não existe renovação.

É para ficar louco com todas essas afirmações? Não! Não fica louco quem quer Quem quiser ser lacaniano que seja. Eu sou freudiano!

Feliz 2024!


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