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"Mães de UTI" devem ser fortalecidas"

Olá, queridas mães! Hoje compartilho com vocês mais um texto que fiz para a minha coluna da revista Crescer. Como algumas de vocês sabem eu sou terapeuta ocupacional e meus dois filhos nasceram prematuros ficando na UTI por meses até poderem receber alta. 

Quem já passou pela experiência de ter um filho internado sabe que esse período e todas aquelas sensações ficam marcadas em nossa memória e coração. E é sobre isso que escrevi no texto que divido com vocês abaixo:

Uma das maiores motivações internas que existe em pais de UTI Neonatal é que o dia da alta hospitalar irá acontecer, por mais que esse momento possa parecer muito distante e bem improvável. No início de uma trajetória no contexto hospitalar, imaginar que iremos passar 1, 2, 3, 4, 5, 6 ou mais meses parece ser uma realidade que não cabe em nossos planos. Os 30 primeiros dias já são tão difíceis e intermináveis... Como então é possível passarmos um tempo muito além do primeiro mês? É por isso que contamos as horas, os dias e os meses incessantemente, pois viver um dia a mais em uma UTI Neonatal significa 24 horas a menos na contagem dos dias/meses para a alta. Essa contagem gera até mais ansiedade e angústia em nós, pais, mas é também uma forma que encontramos para nos mantermos "vivos" e confiantes de que levaremos o nosso bebê para casa e para o seu próprio quartinho.

Porém, quando a alta está bem perto de acontecer um medo avassalador pode tomar conta de nossos corações. Foi isso que aconteceu comigo e com o meu marido. Se você, como eu já passou por isso, saiba que esse sentimento é muito mais comum do que imaginamos. Tanto é que já existem estudos que comprovam que a alta hospitalar vem acompanhada de um aumento de ansiedade, medo e angústia por parte dos pais. Não posso negar o quanto me senti feliz no momento da alta dos meus dois filhos. Eles seriam finalmente recebidos em seu lar. Maitê Maria após seis meses no hospital e ainda com auxílio do home care. Lucca após 32 dias, sem alterações graves de saúde.

Porém, especialmente no caso de Maitê Maria, a possibilidade de uma piora clínica inesperada, a expectativa por uma evolução ruim, com a perspectiva de comprometimento no desenvolvimento infantil, somados com o sentimento de insegurança por não ter mais o apoio clínico, especialmente das enfermeiras neonatais, foram fatores que causaram em mim muitos sintomas de ansiedade, muito semelhantes ao período inicial de UTI Neonatal. Ao longo da minha experiência profissional, um dos sentimentos mais observados nos relatos dos pais é justamente o medo de acontecer alguma coisa inesperada com o prematuro e ele não estar mais no hospital. Nós, pais, tomamos consciência que com a alta, os grandes responsáveis por todos os cuidados diários e procedimentos, incluindo possíveis emergências, passam a ser nós mesmos.

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