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Estudos apontam que o Autista recebe o diagnóstico porém não tem continuidade no tratamento e terapias

Estudos apontam que o Autista recebe o diagnóstico porém não tem continuidade no tratamento e terapias
Jacson Marçal
jul. 10 - 5 min de leitura
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Estudos apontam que o Autista recebe o diagnóstico porém não tem continuidade no tratamento e terapias adicionais o que afeta diretamente seu desenvolvimento e controle de outros fatores como as Comorbidades.

Estudos apontam que a maioria dos indivíduos com autismo após a abordagem e o diagnóstico do autismo não recebe as recomendações corretas para o devido acompanhamento, e tratamento Multidisciplinar, esse novo estudo foi feito.com mais de 4.500 crianças.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que os médicos examinem todas as crianças quanto ao autismo a partir dos 18 meses de idade ou se possível uma pré avaliação antecipe sinais primários e encaminhe crianças com resultados positivos a um novo grupo especialista em autismo para avaliação adicional, além de exames e profissionais adicionais para testes auditivo e a serviços de intervenção precoce como terapia ABA e suas ramificações.

O estudo apontou que esses encaminhamentos adequados ocorrem apenas em 4% das crianças avaliadas pelas ferramentas populares de triagem para o autismo durante visitas médicas de rotina, reafirma o estudo.

Outro ponto super importante que uma cálculo de comparação demonstra que esse número no Brasil é muito mais acentuado por falta de preparo pelo sistema único de saúde o SUS onde apenas 0,4% das crianças conseguem seguir com o tratamento, intervenções e avaliações adicionais.

"O que este estudo mostra é que as pessoas não estão seguindo [diretrizes para a triagem do autismo], pelo menos no que diz respeito ao encaminhamento", diz Katharine Zuckerman, professora associada de pediatria na Oregon Health and Science University, em Portland,  "Não importa se você examina todo mundo se não encaminhar essas crianças, adolescentes e adulto dentro de um processo correto avaliativo e investigativo"

Os médicos parecem indicar apenas algumas crianças para os acompanhamentos Multidisciplinares, dependendo do sexo, raça e outras características da criança, diz a co-pesquisadora Kate Wallis , pediatra comportamental do Hospital Infantil da Filadélfia, na Pensilvânia. Por exemplo, sua equipe descobriu que é menos provável que os médicos encaminhem meninas do que meninos para intervenção precoce, o que reforça meu posicionamento sobre a necessidade de falarmos mais sobre o Autismo Feminino, Diagnóstico tardio e seu impacto social.

"Temos que encontrar maneiras de melhorar as taxas de referência para que todas as crianças possam ser avaliadas e iniciar os serviços de terapias", diz Wallis.

Considerações clínicas:

Wallis e seus colegas analisaram registros eletrônicos do sistema de saúde e várias visitas de rotina a 31 clínicas de cuidados primários na Pensilvânia e Nova Jersey de 2013 a 2016. Os médicos dessas clínicas examinam todas as crianças em busca de autismo aos 16 a 30 meses de idade, usando um questionário padronizado para os pais. chamada Lista de Verificação Modificada para Autismo em Crianças (M-CHAT).

Os pesquisadores descobriram 4.442 crianças cujas pontuações no M-CHAT justificaram uma entrevista de acompanhamento com os pais. Mas essa entrevista ocorreu em menos da metade deles, ou seja algo em torno de 1.660 crianças. Os médicos não fizeram uma entrevista para 63% das crianças, incluindo 473 que tiveram uma pontuação tão alta que nenhuma entrevista foi necessária para confirmar os resultados.

Das crianças cujos pais tiveram entrevistas de acompanhamento, os médicos determinaram que 1.560, ou 94%, haviam sido negativos. Isso pode indicar que os médicos fazem acompanhamento principalmente quando suspeitam de falsos positivos. Os falsos positivos são um problema conhecido do M-CHAT , e a entrevista de acompanhamento foi projetada para eliminar tais dúvidas, por outro lado a disparidade fica evidente quando os profissionais passam a utilizar outros balizadores incluindo a anamnese correta.

As famílias com um plano completo de saúde "Seguro, algo próximo ao nosso plano de saúde aqui no Brasil" estavam entre as com maior probabilidade de receber uma entrevista correta e de ter acompanhamento e tratamentos adequados. É mais provável que os médicos encaminhem crianças para uma entrevista de acompanhamento quando sabem que o seguro de uma família cobrirá as terapias (Algo bem similar ao Brasil quando comparamos o plano de saúde e o SUS) Os resultados foram publicados em maio no PLOS One .

Os resultados destacam a necessidade de entender o que impulsiona a tomada de decisões após uma avaliação do autismo com quadro positivo, diz Wallis. "Alguns pediatras podem não confiar nos resultados das abordagens, podem ter outras prioridades de saúde a serem avaliadas dentro de uma Comorbidade durante a visita ou podem não querer preocupar os pais se não tiverem certeza se uma criança tem autismo".

Esse estudo apenas reforça a minha visão crítica e analítica onde o sistema de saúde ou amparo social deverá ser reestruturado em toda sua cadeia para que possamos não apenas avaliar o autismo mas criarmos um centro de referência para o diagnóstico, tratamento e terapias, incorporando todo o processo de melhora na qualidade de vida do Autista.

 

REFERÊNCIAS:

 

Wallis KE et al. PLOS One 15 , e0232335 (2020) PubMed

Johnson CP et al Pediatrics 120 , 1183-1215 (2007) PubMed


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