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Estimulação Visual - O que é?

Estimulação Visual - O que é?

Para entendermos sobre a estimulação visual, é preciso saber que o desenvolvimento da visão ocorre de forma gradativa desde o nascimento do bebê, podendo ser influenciado por fatores genéticos e também ambientais.

A visão é um meio motivador para a criança alcançar voluntariamente um objeto com os braços e aproximar dos olhos para explorar. Nos primeiros meses de idade (0 a 3 meses), a criança começa a fazer os primeiros é contatos visuais, demonstrando gostar de altos contrastes, e tem certa preferência ao rosto humano, principalmente pelas articulações que apresentamos ao brincar com o bebê. A partir dos 3 meses, começam a serem observadas as habilidades manuais, como por exemplo o alcance de objetos, geralmente chamando mais a atenção para os luminosos e livros com desenho de contraste nas cores azul, vermelho, laranja e verde.

É no primeiro ano de vida que ocorrem as maiores transformações, onde a criança estimula sua visão através do ambiente e consequentemente aprimora as habilidades manuais, mas em crianças que são diagnosticadas com baixa visão, ou ausência de visão, por inúmeros fatores como a paralisia cerebral, síndromes ou outras alterações neurológicas, dependendo da lesão ou da patologia, podem não passar por essas etapas, ou até mesmo passam mais lentamente em cada uma delas, o que pode ocasionar um atraso no desenvolvimento.

A estimulação visual entra nesse contexto, como uma técnica de estímulos visuais e comportamentais, que será adequado para cada idade. O planejamento terapêutico irá depender do que cada criança necessita, começando desde os conceitos básicos como contato visual, movimentação espontânea dos braços, distinção de objetos, figura de fundo com altos contrastes, iluminação (alta ou baixa) dependendo da criança devido a sensibilidade pois algumas podem apresentar epilepsia. Todo esse trabalho é por um único e especial motivo: ganhar a atenção da criança naquele momento para então entender o quanto de visão ela possui.

Essa técnica foi desenvolvida após estudos de imagem mostrarem diferentes ações dos pares de nervos cranianos e neurônios motores durante processos terapêuticos tradicionais de postura associados a correções posturais de origem visual.

Abaixo, um vídeo do Leozinho fazendo estimulação visual esta semana 🥰

 

Pequenos detalhes que vão enchendo o coração de esperança. 

A atenção, o interesse nas imagens, o foco da terapeuta na postura, no olhar, nos sentidos e principalmente, a tentativa de seguir as imagens com os olhos fazem parte de todo o processo terapêutico de estimulação visual.

Uma abordagem em que crianças com baixa visão recebem estímulos com o objetivo de aprimorar seu desenvolvimento visual, utilizando atividades e recursos específicos, como, por exemplo, a caixa de luz, objetos e figuras de tamanhos diferentes, fundamentais para que a criança desenvolva uma visão mais funcional e consequentemente tenha uma melhor qualidade de vida. 

Fatores importantes precisam ser observados em todo o processo terapêutico e os pais são atores fundamentais. É preciso avaliar como a criança se comporta em todos os momentos, não apenas nas terapias. Identificar como o filho interage em determinados ambientes, O que o chama atenção? Quando ele faz determinados movimentos? Quais aspectos interferem positivamente e negativamente na rotina do seu filho ou filha? Tudo isso pode auxiliar na aceleração do processo de evolução, pois como a maioria de nós pais sabemos ao longo desse processo, a neuroplasticidade pode "jogar" muito a favor no desenvolvimento dos pequenos, basta não desistirmos. 🥰🙏🏻💖

Mundo Adaptado
Carla Delponte
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Founder & CEO na Mundo Adaptado, Administradora com MBA em Marketing, Empreteca, FI Grad 2017, Empreendedora Curitibana 2019/2020, Atriz e Mãe do Léo, prematuro extremo de 25 semanas, hoje com Paralisia Cerebral.

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