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Engordei 50 quilos em cima de uma cama, sem poder fazer nada!

Engordei 50 quilos em cima de uma cama, sem poder fazer nada!

Olá, pessoal! Hoje eu compartilho com vocês mais um texto meu para a coluna da Revista Crescer. Nele eu falo sobre como foi ter o segundo bebê prematuro e lidar com a rotina pesada de UTI, casa e cuidar de dois pequenos. Além disso, falo sobre a depressão pós-parto chegou e tornou tudo mais desafiador. Espero te ajudar de alguma forma a superar as dificuldades que esteja enfrentando.

¨ Foram 30 dias em uma UTI Neonatal. Perto de Maitê Maria, Lucca seria moleza. Afinal de contas, eu pensava comigo mesma: para quem havia passado seis meses em uma UTI Neonatal, o que seria um mês?

Lucca chorou ao nascer, não foi entubado, foi para o meu colo, senti o calor de seu corpo no meu, pesou 2100g… estava tudo perfeito.

Engano, engano e mais engano meu. Aprendi que um dia sem o seu filho em seus braços pode ter a mesma dor que 180 dias. Aprendi o quanto uma recém mãe, pode ser de segunda, terceira, quarta viagem… necessita de suporte afetivo e de ajuda. Eu estava sozinha. Como o parto também foi de emergência e pela madrugada, vivenciei tudo sozinha. Eu estava com uma equipe médica que me conhecia profundamente e que tínhamos muito afeto um pelo outro. Todos estavam ali me acompanhando, me dando forças, segurando a minha mão, mas não teve comigo um familiar, nem mesmo o meu marido e pai do meu filho.

O mais inesperado sucedeu: estava com 8 cm de dilatação, sem ter tido contrações e o parto normal aconteceu. Parto normal em uma mulher de alto risco e com um útero extremamente frágil e complicado. Como? Nem o meu obstetra entendeu! Talvez fosse o meu útero me dizendo o quanto ele era potente e capaz de gerar, manter e parir. Portanto, estava vivenciando a plenitude e a concretude do meu desejo.

E o puerpério começou… uma mãe sozinha e enfrentando a dura rotina entre UTI Neonatal, casa e dois filhos. Optamos pelo meu marido continuar com o trabalho no México e eu seguir no Brasil- morávamos no México quando descobri a gestação do Lucca-. Afinal, me sentia forte e plena. O que poderia me abalar?

E eis que a depressão pós-parto veio para me tombar completamente. Após a alta do Lucca, pifei. Quando o meu filho entrou em casa, sentei no sofá, respirei, chorei muito e senti que a exaustão emocional e física havia tomado conta de mim…”

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