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Autistas observam por outro ângulo essa crise e quarentena que estamos vivendo em 2020. Vemos uma sociedade com sua saúde mental abalada.

Jacson Marçal
mar. 22 - 3 min de leitura
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Autistas observam por outro ângulo essa crise e quarentena que estamos vivendo em 2020.


Vemos uma sociedade com sua saúde mental abalada.


Hoje minha mensagem de apelo vai para todas as mamães, papais, familiares e cuidadores de Autistas, para todas as pessoas do mundo que se divergem do meio neurodiverso, os neurotípicos estão apresentando vários problemas psicológicos e psiquiátricos em poucos dias de quarentena, percebemos o quão negativo pode ser esse impacto, mesmo sabendo da real importância dentro da atual situação em que vivemos, gastos desnecessários, meio de transportes saturados, renda totalmente desigual, poluição global além das mais variadas dificuldades difundidas em todo meio social se agrupam nesse momento caótico que a mente se retrai.


Os Autistas com seus genes opostos, já mapeado em outros estudos têm plena capacidade de se estabilizarem emocionalmente (Grande maioria, lógico que depende do nível de tratamento, TO,TC,ABA,TCC, Medicação, Comorbidades, ETC...) em momentos de retração ou recuo social, a inabilidade social que antes parecia totalmente desfavorável se mostra uma importante ferramenta para proteção contra efeitos negativos e impactos para a saúde mental no meio Autístico.


Em pleno 2020 podemos observar uma reviravolta social para aspectos de calma e paz, em momentos que nós autistas conseguimos estabelecer atividades de relaxamento, modelos únicos para se recarregar em meio ao silêncio o mundo começa a chorar por efeitos da sua inabilidade para retração social, seríamos mesmo modelos do processo evolutivo? Observo de maneira diferente dentro desse imenso processo de readaptação ao velho modelo de extrema necessidade de socialização dos neurotípicos, com efeitos que possam sempre demonstrar como um troféu, a sua melhor viagem, sua melhor festa ou até mesmo o contato humano sempre presente mesmo que nem sempre necessário.


Os números atuais não favorecem os neurotípicos, conforme última pesquisa realizada pela Universidade de Rutgers, nos EUA, o transtorno de estresse pós-traumático (TSPT) teve prevalência de 4,6%: 5,2% na população geral de baixo risco, 18,4% na de alto risco e 4,4% nos profissionais de saúde um distúrbio psiquiátrico que também prevaleceu no país após a epidemia de síndrome aguda respiratória grave (Sars) em 2003. A mesma instituição fez projeções para 2020 com o COVID-19 (CORONAVÍRUS) levando em consideração a recessão global, desemprego, renda e outras características que pesam na avaliação o número de pessoas com TSPT pode ultrapassar os 65% na população geral de baixo risco é 12% em pessoas de alto risco nos profissionais de saúde será de 24%..


Com esses números alarmantes convido todos a refletirem sobre seu atual estado de saúde mental, gatilhos maiores dentro do TSPT podem desencadear confusão, raiva, tristeza, ansiedade, episódios de pânico entre diversas outras característica, utilizem os meio de comunicação atuais para marcar uma consulta com seu psicólogo, mesmo que online ou em caso de emergência não exite em consultar um psiquiatra pois o TSPT não tratável evolui facilmente para um estado depressivo.


Autista Jacson Marçal @jacsonfier nas redes sociais.


Fonte:


Frank A. Ghinassi, do Departamento de Saúde Comportamental da Universidade de Rutgers, nos EUA.


Stephen D. Benning, diretor do Laboratório de Psicofisiologia da Emoção e da Personalidade da Universidade de Las Vegas.


MedRvix.


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