[ editar artigo]

Representatividade: novos emojis inclusivos estarão disponíveis até o fim do ano

Representatividade: novos emojis inclusivos estarão disponíveis até o fim do ano

Eu tenho um filho de seis anos com deficiência na perna direita, um encurtamento de tendão. No começo de sua vida escolar, ele não sentia tanto sua deficiência até que todos começaram a andar e ele não. Prematuro de 25 semanas de gestação, foi caminhar sem apoio aos 4 anos. Lembro dele choroso me contar que "é difícil! Todos sabem andar e eu não, mamãe". Preciso dizer que meu coração foi cortado ao meio?

Atualmente, ele vai a uma escola de ensino regular que respeita a inclusão e tem vários alunos com deficiência física e intelectual.  Ou seja, a deficiência é vista em todos os corredores tornando-a parte da vida de todos. Por aqui o maior desafio tem sido trabalhar a autoconfiança. Percebo que crianças e jovens com deficiência precisam se sentir parte de um grupo, ter amizades, amar a eles mesmos como qualquer outra pessoa!

Mas por que eu estou falando sobre isso? Introduzi esse assunto para contar que a  novos emojis estarão disponíveis nos sistemas IOS e Android até o final do ano. E dentre eles estão desenhos que simbolizam, representam, deficientes e deficiências! 

Sabem o que isso significa? Representatividade. Se sentir incluído(a) é muito importante para todos nós, com ou sem deficiência. Se nós gostamos de enviar o emoji com a cor de pele e cabelo parecido com o que temos na vida real, por que alguém com deficiência também não gostaria? 

Os aplicativos de comunicação tem avançado bastante nesses recurso simples ao incluir diferentes tipos de cor de pele, estrutura de família, casais, religiões e profissões. "Ah, mas isso não é importante." É sim.

Lembrem-se: a inclusão para ser real precisa existir em todo lugar, serviço. Até mesmo os pequenos "detalhes" contam. Só conseguiremos um mundo mais igualitário e respeitoso se enxergarem a deficiência como parte da sociedade. E fazer parte da sociedade significa:

- ter direitos respeitados;

- ir a lugares e usar transporte acessíveis para ir e vir de forma autônoma;

 - ir a uma loja e encontrar roupas que possam vestir todos os tipos de corpos;

- conseguir pedir um lanche, contratar um serviço ou pedir socorro e ser compreendido independente da capacidade de falar verbalmente ou ouvir sons;

- ter acesso a educação;

- ter acesso a atendimento médico;

- ter acesso a medicação de alto custo;

E muitas outras coisas. São tantas que nem poderia enumerar em um post só. Mas, elaborei esse texto para comemorar mais um avanço em direção a um mundo mais inclusivo e também lembrar que toda ação de inclusão conta!

Mundo Adaptado
Beatriz Yuki
Beatriz Yuki Seguir

Jornalista, mãe do Pedro - um menino adorável que nasceu prematuro com 25 semanas de gestação.

Ler matéria completa
Indicados para você