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A PSICOTERAPIA PELA FALA – FUNDAMENTOS, PRINCÍPIOS E QUESTIONAMENTOS.

A PSICOTERAPIA PELA FALA – FUNDAMENTOS, PRINCÍPIOS E QUESTIONAMENTOS.
Jacson Marçal
set. 8 - 10 min de leitura
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A PSICOTERAPIA PELA FALA – FUNDAMENTOS, PRINCÍPIOS E QUESTIONAMENTOS.
RESUMO ANALÍTICO.

A Psicoterapia pela fala traz uma abordagem primária com embasamentos filosóficos junto com a psicanálise, logo no início observamos a pendência de traços de Freud mais uma vez com estudos retificados de forma lacaniana, nessa abordagem e observações a isenção de qualquer abertura para técnicas motoras e cognitivas diferentes.

Como já dizia Kant; "...Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço. …" De uma maneira ampla e desfigurada presenciamos uma abordagem única para interpretação de uma reflexão vivida entre o psicanalista e seu paciente, dando aberturas aos seus monstros, porém não obtendo nenhuma resguarda criteriosa para identificação de pilares regulares e somatórios.

Há na literatura behaviorista radical uma forte prevalência do entendimento de que através do pragmatismo e do contextualismo pepperiano o behaviorismo[1] radical careceriam de qualquer posição ontológica quanto à substância constituinte dos fenômenos comportamentais estudados cientificamente pela análise do comportamento, neste sentido, a posição ontológica do behaviorismo radical seria categorizada como uma relação radical. Em concordância com este entendimento, Zilio (2012, p. 110) argumenta que: […]

Se o comportamento é definido como um processo relacional de fluxo contínuo entre o ambiente e as ações de um organismo […], e se os próprios estímulos e respostas que compõem, respectivamente, o ambiente e as ações, só existem enquanto tais na própria relação, então o comportamento só existe enquanto processo é ativo de modo relacional.

Conforme o enredo se desenrola, ele da abertura para a enfática ação da corresponsabilidade, sobre observação de um possível indivíduo que tem perspectiva fundamenta pela própria morte. Estaria ele preocupado com todo contexto mesmo após uma abordagem crua sobre o enredo da psicanálise inicial?

Sobre abertura de diálogo sem uma barreira protetiva de cautela para com paciente? Aparentemente não. Tudo se responde no desenrolar de seu livro, com uma abordagem primaria da psicologia, com extensão retificada para qualquer ação de teste para prevalência da informação.

Dentro dos parâmetros da globalidade biopsicossocial do homem pelos seus fundamentos observados, ele alega que não existe uma doença pura, abstrata ou ideal, os processos infra estruturais e intersubjetivos são partes integrantes da doença humana, atuando em seu surgimento, sua evolução e seu declínio. Enfatizando que o princípio lógico tem como envolvimento o sujeito doente e o sujeito que trata ou estuda a doença.

Vejo a perda da ética nesses princípios citados por Richard Bucher, quando o mesmo pega a tendência Freud, para consistência de abraçar o mundo psíquico apenas com a filosofia, entranhada em seus laços, passamos a observar nesse contexto a falta de estrutura profissional embasada para psicologia, Ética vem do grego “ethos”, que significa modo de ser, e Moral vem do latim “mores”, significando costumes.

A moral já existe há muito mais tempo, pois todos possuem a consciência moral que leva a distinguir o bem do mal no contexto que vivemos. A Ética investiga e explica normas morais, pois nos leva a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas mais ainda por convicção e inteligência. Ela faz uma reflexão filosófica sobre a moral, procura justificá-la, seu objetivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana. A ética e a moral são os maiores valores do homem que possui liberdade; elas se formam numa mesma realidade e ambas significam “respeitar e venerar a vida”.

É necessário ter uma ética aplicada, que deve ser específica, dividida em ramos, para que determinadas situações sejam melhores analisadas, entrando o papel da ética em diversas profissões, que tem como um dos objetivos fazer as pessoas entenderem que suas ações possuem consequências não só para si, mas também para os outros e isso não pode ser encarado apenas de um ponto de vista. Em determinado momento ele aborda a situação de um vínculo intersubjetivo ou infra relacional específico, ou da relação terapêutica, propriamente dita, conhecida como relação médico - paciente, sobre a influência de Balint (11). ele alega que sobre uma visão crua o médico ou profissional psicológico tende a consulta básica para o tratamento, sem envolvimento subjacente, entrando em contradição com sua abordagem primária alegando necessidade de um parecer teórico, estaria ele nos levando ao conflito de raciocínio?

Sim, podemos observar os conflitos nesse livro, onde podemos capitar não apenas os fundamentos, princípios como a ênfase nos questionamentos. Dentro de sua abordagem ele nos leva a refletir sobre as forças de cura baseadas na fé, numa atitude religiosa que sustenta uma dupla confiança no terapeuta, são princípios Hipócrates[2], aplicados até hoje o que não deixa de conferir um traço religioso à prática médica mesmo contemporânea.

Em um deslumbre ele retifica minha observação inicial, que está prática não será mais esclarecida em nossa época, pelo motivo de crenças e atitudes religiosas serem substituídas pela ética profissional. Enfático em sua abordagem, ele busca confirmar seu pilar da necessidade de convivência harmoniosa entre as partes.

Após as abordagens citadas ele nos faz refletir sobre a definição do instrumento psicoterapêutico, fazendo nos pensar sobre a linguagem abordada e os conflitos presentes, porém para que tal estrutura possa ser observada, saliento em uma não observação no livro a necessidade de profundidade sobre cautela profissional, que o profissional precisa evitar cair em um emaranhado de informações subjacentes ao seu princípio básico de análise.

De forma pragmática, no texto, em sua abordagem ele cita as oposições entre relação médica e psicológica, sobre o discurso médico e discurso psicanalítico, Clavreul, p. 3,1981. refutar em não discutir a medicina clássica ou acadêmica, com toda a sua tecnicidade, cada vez mais sofisticada, em julgar sobre comparação a medicina humana, isto é, mais relacional. Observamos uma. necessidade inerente sobre uma abordagem superficial onde podemos absorver de ambos os lados os benefícios do ambas as categorias. Estaria levando ao pé da letra falas de dramaturgia, como as já feitas pelo dramaturgo Jerome[3]; "... O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel. …" Acredito que assim como o psicólogo tem sua barreira construtiva, o psiquiatra também consegue compartilhar sua empatia no universo primário, logicamente que ambos dependem da parceria estruturada, já dizia o comediante Rodney; "... Eu disse ao meu psiquiatra que todo mundo me odeia. Ele disse que eu estava sendo ridículo, nem todo mundo me conhece ainda. …"

A crítica da relação científica abordada no livro, não estabelece os princípios básicos da evolução tecnológica, muito mesmo das possibilidades atuais do uso da tecnologia para o estudo e reabilitação, em um momento infeliz o livro consegue tirar toda responsabilidade natural para possível parceria técnico e científica, anulando pilares de estudos evolucionistas. Em uma observação geral verifico fugas de possíveis casos, para uma abordagem única psicanalítica, com uma visão direcionada sobre aspectos de Freud, não podemos radicalizar uma abordagem ampla de todo o endereço apresentado no livro.

Entre partes o livro nós mostrando universo da psicanálise como forma ampla subjetiva de tratamentos com imersão pisco profissional do terapeuta com as ferramentas de sondagens pela mente humana, levando em consideração um bloqueio próprio do psicanalista para não se deixar absorver de outras possíveis causas diversas de uma análise primária, mesmo se fazendo necessário uma parceria psiquiátrica e psicóloga. Para o estudo da psicanálise o livro se faz uma ótima ferramenta de separação de ideias e padrões, porém dentro de um contexto evolutivo gera bloqueio de pensamentos novos, abordagens restritas e compartilhamento profissional. Acredito que o futuro da mente esteja ligado diretamente entre a união psicológica dos setores de entendimento para uma abordagem ampla de conhecimento agregado e compartilhado.


Acesse o artigo no Linkedin clique aqui. REFERÊNCIAS: ________ A Psicoterapia pela fala - Fundamentos, princípios e questionamentos -Richard Bucher, 1989.

[1] O behaviorismo (do inglês behavior = comportamento) é o conjunto de abordagens, nascidas nos séculos XIX e XX, que propõe o comportamento publicamente observável como objeto de estudo da psicologia. Alguns consideram John B. Watson (1878-1958) o fundador do Behaviorismo Metodológico por conta de seu manifesto, de 1913, no qual afirma:

"A psicologia, como um behaviorista a vê, é um ramo puramente objetivo da Ciência Natural. Seu objetivo teórico é a previsão e o controle do comportamento. A introspecção não é parte essencial de seus métodos [...] o behaviorista, em seus esforços para conseguir um esquema unitário das respostas animais, não reconhece uma linha divisória entre homem e besta." (1913, p. 1, colchetes adicionados).

Watson defendia o abandono da terminologia metalista da "psicologia da consciência" de seu tempo. A rejeição da introspecção como método essencial e a rejeição da "psicologia da consciência" de seu tempo não significou uma rejeição ao estudo comportamental de pensamentos, sentimentos e emoções, como demonstra, por exemplo, o interesse de Watson sobre o tratamento de medo por meio do condicionamento clássico. Wikipedia, Wiki. [2] Hipócrates * 460 a.C. em Cós; † 370 a.C. em Tessália, é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da Medicina, frequentemente considerado "pai da medicina", apesar de ter desenvolvido tal ciência muito depois de Imhotep, do Egito antigo. É referido como uma das grandes figuras do florescimento intelectual grego, como Demócrito, Sócrates e Aristóteles. Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde. Wikipedia, fundamentos Wiki. [3] Jerome Lawrence Schwartz (Cleveland, 14 de julho de 1915 – Malibu, 29 de fevereiro de 2004) foi um dramaturgo estadunidense.


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