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A importância da inclusão social nas escolas

A importância da inclusão social nas escolas

À medida que as crianças progridem na escola primária, a importância das amizades entre colegas se torna mais significativa e o sentimento nas atividades do recreio se torna um fator vital no desenvolvimento saudável de seu bem-estar social e emocional.

Quando as crianças se sentem convidadas, aceitas, apreciadas e incluídas, é mais provável que tenham bom desempenho na escola, tenham mais autoestima e se relacionem de forma significativa com professores e alunos. Por isso, a inclusão social é vital para o desenvolvimento de crianças felizes, respeitosas e atenciosas com os outros.

O que é seria inclusão social no recreio e como conseguimos criar isso?

Em termos básicos, a inclusão social ocorre, dentre outras realidades, quando as crianças se sentem incluídas em seus próprios círculos de amizade e sentem-se bem-vindas no parquinho, nas atividades em sala de aula e propostas dos professores.

Em um nível mais profundo, a inclusão social é um compromisso genuíno dos professores e educadores em ajudar as crianças a entenderem que todos os indivíduos são diferentes e devem ser valorizados independentemente de raça, gênero, religião, origem econômica ou capacidade física e intelectual.

Trata-se de apoiar as crianças a apreciarem as diferenças entre si e ensinar-lhes as habilidades e atitudes necessárias para viver em uma sociedade diversa. Esse nível de pensamento ajuda a remover os estereótipos e a diminuir a divisão entre o “normal” e aqueles que são percebidos como “diferentes”.

Inclusão social não significa que as crianças tenham que brincar com todos o tempo todo, mas significa que elas precisam respeitar as pessoas e saber como fazer com que outros se sintam bem-vindos  no mesmo espaço de recreação, como o playground.

Na escola primária, no entanto, as amizades geralmente se tornam mais seletivas e a formação de "panelinhas" começa a surgir. Esses grupos podem ser determinados intencionalmente ou não por diferenças de capacidade física  e intelectual, aparência, status econômico, religião ou repertórios culturais.

As experiências lúdicas das crianças também mudam consideravelmente à medida que passa a primeira infância e podem ser outro fator provável dos grupinhos. Suas brincadeiras deixam de ser brincadeiras associativas e passam a ser muito mais brincadeiras cooperativas e competitivas durante a escola primária. Isso faz surgir a noção de liderança, dinâmica de grupo, comunicação e, às vezes, resultar em exclusão social daqueles considerados não competentes pelas "crianças alfas" do grupo. 

Também há mudanças na relação professor-aluno e não há mais um adulto sempre por perto no parquinho, recreio, quadra. Há menos olhares cuidando do que acontece nas disputas.

As crianças mais velhas do ensino fundamental também têm atitudes de exclusão social nas mídias online e social. Pesquisas atuais mostram que crianças expostas à exclusão social podem sofrer efeitos dramáticos à sua saúde física, emocional e mental. Além disso, podem ficar função imunológica mais baixa, qualidade de sono agravada, resiliência reduzida, baixa autoestima e experimentar sentimentos de ansiedade, depressão e autoagressão. 

Essa é uma preocupação segue até o ensino médio e se agrava já que os adolescentes são mais sensíveis à rejeição dos colegas e mais suscetíveis a problemas significativos de saúde mental se forem afetados pela exclusão social.

Para evitar isso, é vital que nossos filhos aprendam sobre empatia, a importância do trabalho em equipe e de ajudar os outros, criem habilidades de comunicação afetiva e compreendam o valor da aceitação social.

Dicas para professores

Aqui estão outras maneiras práticas de promover e apoiar a inclusão social dentro da escola:

  • Troque o horário do almoço com outro professor de uma faixa etária muito diferente e troquem reflexões sobre alunos e modelos. Olhos novos muitas vezes podem ver diferentes maneiras de melhorar a inclusão social;
     

  • Incentive as crianças a formarem uma “ampla rede” de amigos em vários círculos diferentes. Por exemplo, amigos da sala de aula, amigos de outras séries, amigos do futebol, amigos de amigos, amigos de ônibus escolar e assim por diante;
     

  • Desafie as crianças mais novas a fazer novos amigos no recreio ou almoço. Proponha que façam dois novos amigos com os quais nunca brincaram antes;
     

  • Desafie as crianças mais velhas a tentar uma atividade da qual elas não tenham participado antes. Isso muitas vezes pode criar novas possibilidades, incluindo novas amizades, dinâmicas ou experiências;
     

  • Ensine as crianças a recusar educadamente um convite para brincar usando a "abordagem sanduíche" (positiva, negativa, positiva). Um exemplo: “Obrigado por me perguntar (positivo), mas eu quero jogar agora (negativo). Eu posso brincar com você no próximo almoço ( positivo)”;

  • Promover amizades autênticas entre crianças com e sem deficiência. Eles são crianças e gostam de jogar, se conectar, interagir e se divertir juntos. A criança em desenvolvimento típica existe para ser um amigo verdadeiro, não um "ajudante". Os verdadeiros amigos ajudam, é claro, mas esse não é o papel dominante desse relacionamento;

  • Incentive e convide as famílias a se envolverem em atividades de aprendizado e jogos de cultura, origem ou país. As crianças gostam de aprender novos jogos e é uma ótima maneira de mostrar uma cultura diferente da deles;

  • Repense suas atitudes de apoio individual para as crianças que têm deficiência. Elas podem ter consequências negativas se você quer criar um ambiente inclusivo.  Pense na "mensagem oculta" que está enviado para os alunos e para essa criança: "elas não são capazes", "eles são perigosos e assustadores?", "não posso brincar com eles sem o professor por perto?";
     

  • Introduza jogos nos horários livres que promovam o trabalho em equipe e a inclusão. Considere jogos que são contínuos e não eliminam participantes (cooperativos e não competitivos);
     

  • Ajude os alunos a encontrarem maneiras de tornarem suas brincadeiras mais inclusivas. O futebol pode ser expandido para incluir mais jogadores ou o goleiro pode mudar após três gols para não monopolizar a posição;
     

  • Reconheça e elogie os esforços dos alunos que estão exibindo práticas lúdicas inclusivas.

Dicas para os pais

Ensinar sobre inclusão social não é apenas pedir que seu filho seja gentil com todos, pois isso não promove comportamentos positivos a longo prazo. Veja algumas dicas práticas que podem ser adotadas:

  • Discuta as qualidades positivas e únicas de outras crianças, em particular aquelas com as quais elas normalmente não brincam;
     

  • Embora os professores tenham estratégias para ajudar as criança com suas habilidades sociais, os pais também podem e devem auxiliar o próprio filho a se tornar mais compreensivo e empático. Uma conversa simples ajudará imensamente se você explicar que algumas crianças tem mais dificuldade para pedir para brincar e talvez precisem de um incentivo do colega ou do professor para quebrar essa barreira; 
     

  • Seja um modelo para o seu próprio filho. Se os pais querem que seus filhos sejam respeitosos e incluam outras pessoas, eles mostrar esse mesmo comportamento. Eles podem mostrar aos filhos como se interessam por famílias de diferentes origens e como recebem novas famílias no bairro ou na escola;

  • Exponha seu filho à diversidade e não deixe de responder se ele te perguntar sobre o que viu. Isso pode incluir conhecer outras culturas, interagir com pessoas diferentes, participar de eventos multiculturais, ser voluntário em uma instituição de caridade ou assistir juntos a programas educacionais de TV;

  • Respeite os traços únicos de seu próprio filho. Ensine a eles que ser diferente é ótimo e é o que os diferencia de todos os outros. Assim eles serão capazes de apreciar as diferenças nos outros.

Conclusão

A inclusão social se torna mais complexa e difícil de monitorar conforme as crianças vão crescendo, mas o impacto emocional e social se torna muito mais significativo. Embora os professores não tenham controle total sobre o que acontece na escola, eles podem regular o que acontece em sua própria sala de aula.

A inclusão social durante o recreio deve ser uma extensão do que está sendo ensinado e discutido em sala. A verdadeira inclusão está na cultura que você cria em todos os momentos, seja nas brincadeiras, aos passar um conteúdo ou na forma como você mesma age. 

Você incentiva discussões em classe para ajudar as crianças a entenderem as implicações morais e sociais da exclusão? Todos os seus alunos se sentem incluídos, aceitos e apreciados por você e, em seguida, modelam essa mentalidade inclusiva em relação aos outros? Deixo essas reflexões para vocês. Até a próxima.

Mundo Adaptado®
Monica Vitória
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