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A Hipo ou Hipersensibilidade dos sentidos no Autismo

A Hipo ou Hipersensibilidade dos sentidos no Autismo

A Hipo ou Hipersensibilidade dos sentidos no Autismo

Estudos recentes apontam que 98% dos Autistas ou seja sua maioria dentro do espectro experimenta ou experimentará pelo menos uma forma de hipersensibilidade dos cinco sentidos. 

Essas alterações nos comportamentos sensoriais podem levar a oscilações positivas ou negativas das desordens na capacidade do indivíduo de trabalhar, interagir com a família e participar de atividades de lazer.

Além disso, essas respostas atípicas a estímulos sensoriais normais podem estar associados aos principais sintomas do seu nível de autismo, como déficits sociais e comportamentos repetitivos.  Apesar da importância das anormalidades sensoriais para avaliação e adequação do autismo, o cérebro dos autistas recebem informações dos cinco sentidos no nível subcortical e como essas informações se transformam em respostas aversivas, sendo classificados em uma Hipersensibilidade ou hipo são investigadas em diversos níveis pela neurociência.

Estudos mostraram que, quando somos expostos (Autistas) a sinais sensoriais levemente aversivos, apresentamos hiperatividade anormais nas áreas do cérebro que processam informações sensoriais e emoções, em comparação com crianças em desenvolvimento típico.  Uma dessas regiões hiperativas é a amígdala, o centro emocional do cérebro que controla o medo e a ansiedade.  A amígdala também é conhecida por integrar informações sensoriais e emoções para manter a homeostase contra estímulos externos (Já escrevi aqui sobre Fight or Flight).

 A hipersensibilidade sensorial pode surgir da hipersensibilidade dos neurônios da amígdala em resposta a estímulos sensoriais normais ou, alternativamente, os neurônios normais da amígdala podem receber sinais exagerados das modalidades sensoriais.  Na parte frontal sub lateral do cérebro se concentrará nos neurônios do peptídeo relacionado ao gene da neuropeptídeo calcitonina (CGRP) no núcleo parabrachial pontino (PBN), que retransmitem sinais sensoriais multimodais para a amígdala.  Dados preliminares mostram que os neurônios positivos para CGRP transmitem informações sensoriais aversivas multimodais à amígdala, em todas as cinco modalidades sensoriais.

Com base nessas informações podemos concluir que os níveis de hipersensibilidade no Autismo poderá variar entre os extremos quando comparados dentro de um conjunto avaliativo para os 5 principais pilares destas características:

Olfato representando uma grande desordem por características ambientais, de alimentação e percepção individual de cada produto, podendo gerar um interesse agradável ou extremamente desagradável por vários tipos de alimentos e objetos em geral.

Paladar trabalhando em conjunto com o Olfato tem sua percepção aguçada ou totalmente desregulada para percepção de sabores, temperos e texturas. Uma característica que tende apresentar negativas dentro dos padrões de conhecimento reforçando.

Visão pode apresentar principalmente aceleração e foco desregular pela percepção aguçada dentro se um ambiente, tem ligação com as demais modalidades sensoriais no autismo podendo inclusive ter uma avaliação dinâmica para cores e tons onde podemos passear entre os limites de gostos e seletividade individual no espectro.

Tato trabalha com os demais aspectos sensoriais com ele autistas podem passear entre características de aprendizado além de apoio direcionado para demais terapias como TO e Fono além das maneiras singulares de aprendizado com essa percepção sendo aguçada, por outro lado pode ocorrer uma grande deficiência no momento da sensibilidade onde avaliação médica profissional se faz necessária.

Audição uma característica sensorial muito presente no Autismo, essa desordem pode gerar extremos excessos que segue uma linha maior de desordem, autistas pode ouvir sons em uma frequência muito baixa ou simplesmente repelir a recepção de sons, para o devido apoio Multidisciplinar se faz necessário uma avaliação para o devido enquadramento e atendimento, existem ferramentas de apoio como redutores, abafadores e relacionados.

Uma avaliação adequada desses fatores relacionados à hipersensibilidade podem nos fornecer informações fundamentais em nível de testes sobre o modelo de hipersensibilidade sensorial no autismo e fornecer conhecimento crítico para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas específicas para tratar a hipersensibilidade sensorial no autismo com profissionais médicos e terapêuticos profissionais.

Autista Savant Jacson Marçal @jacsonfier no Instagram e @jacsonfiertea no Facebook.

Referencia:

https://www.autism-society.org/children-autism-hypersensitivity-communication-tips-help/ Acessado 12/06/2020 às 12:12.

https://integratedtreatmentservices.co.uk/blog/sensory-hyper-hyposensitivity-autism/ Acessado 10/06/2020 às 10:36.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30244585/ Acessado 11/06/2020 às 13:21

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Jacson Marçal
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Autista - Savant., Ativista e Voluntário. Humanas, Neurociência Médica  pela University de Duke 2020, Especialização em Certificado Internacionalmente em Neurofeedback & Biofeedback pela Conselho Nacional de Neurociência 2019, Especialista em ABA

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