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Hantavírus

Hantavírus
Maria Ofelia Fatuch
mai. 8 - 4 min de leitura
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O hantavírus é um grupo de vírus que vivem principalmente em roedores silvestres e pode causar doença em humanos quando há contato com secreções desses animais.

Período de incubação

O tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas geralmente é de:

• 1 a 8 semanas; • em geral, 2 a 4 semanas.

Evolução clínica

Fase inicial (prodrômica)

• febre; • mialgia; • cefaleia; • mal-estar.

Fase cardiopulmonar

• tosse; • falta de ar; • edema pulmonar; • choque.

Em casos graves, alguns dias depois pode surgir a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que pode ter letalidade elevada, variando aproximadamente entre 30% e 40%, dependendo da rapidez do diagnóstico e do suporte intensivo.

• falta de ar intensa; • acúmulo de líquido nos pulmões; • queda de pressão.

Epidemiologia

• Paraná; • Santa Catarina; • São Paulo; • Minas Gerais; • Mato Grosso.

Na América do Sul existe a cepa Andes, encontrada na Argentina e Chile. Essa cepa é conhecida por possibilitar a transmissão entre humanos, algo extremamente raro.

Nas Américas predomina a forma cardiopulmonar. Na Europa e Ásia existem formas mais associadas a acometimento renal, chamadas de febre hemorrágica com síndrome renal.

Hantavírus Maria Ofelia Fatuch

Transmissão

A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Os roedores funcionam como reservatórios naturais do vírus e normalmente não apresentam doença.

Locais de maior risco:

• áreas rurais e silvestres; • galpões, celeiros e casas fechadas; • locais com presença de ratos silvestres.

No Brasil, a transmissão entre pessoas é considerada extremamente rara. A maioria dos casos ocorre por contato indireto com roedores infectados.

Profilaxia

• evitar contato com ratos silvestres; • não varrer fezes secas, usar água e desinfetante primeiro; • manter alimentos fechados; • usar máscara e luvas em limpezas de locais fechados; • manter alimentos bem armazenados; • controlar presença de roedores.

Vigilância de zoonoses

Existem programas de vigilância de zoonoses que capturam e analisam animais, principalmente roedores e morcegos, para monitorar doenças que podem passar para humanos.

Essas ações são feitas por órgãos como:

• Ministério da Saúde; • Fiocruz; • centros estaduais e municipais de vigilância epidemiológica.

Os técnicos podem:

• capturar ratos em áreas urbanas e rurais; • coletar sangue e tecidos; • testar presença de vírus e bactérias; • monitorar surtos.

Doenças monitoradas

• Leptospirose; • Raiva; • Hantavirose; • Febre maculosa e outras zoonoses.

É uma prática comum de saúde pública no mundo inteiro para prevenir epidemias.

Exames laboratoriais

• PCR (RT-PCR), é mais útil no início da doença; • Sorologia (IgM e IgG), procura anticorpos contra o hantavírus.

O IgM positivo geralmente indica infecção recente.

• Hemograma: leucócitos aumentados (leucocitose), desvio à esquerda, plaquetas baixas (trombocitopenia), hemoconcentração / hematócrito alto.

Às vezes:

  1. Linfócitos atípicos;
  2. Alteração de coagulação;
  3. Sinais de insuficiência renal ou pulmonar em exames complementares;
  4. Alterações pulmonares em raio-X ou tomografia.

No Brasil, os exames costumam ser feitos por laboratórios de referência ligados ao:

• Fiocruz; • Instituto Adolfo Lutz; • laboratórios estaduais de saúde pública.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico é importante porque os sintomas no começo podem parecer:

Hantavirose → pulmão (falta de ar) Leptospirose → rins e fígado (icterícia) Dengue → sangramento e dor no corpo + manchas Covid 19 Influenza

Monitoramento dos contatos

• identificar pessoas que estiveram próximas; • orientar observação de sintomas por até 40 dias (período de incubação); • procurar atendimento se surgir febre ou falta de ar.

Por que não existe vacina?

• há diferentes tipos de hantavírus, principalmente na América do Sul, Europa e Ásia; • o vírus apresenta grande variabilidade genética, o que dificulta criar uma vacina única e eficaz; • a prevenção ainda depende principalmente do controle ambiental e da redução do contato com roedores.

Atualmente, a prevenção da hantavirose depende principalmente de medidas ambientais e de biossegurança.

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