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CANABINOIDES NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO POR SARs-CoV-2 (COVID-19)

CANABINOIDES NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO POR SARs-CoV-2 (COVID-19)

Durante esses quase dois anos desde que a pandemia do novo coronavírus foi anunciada, muitas moléculas foram testadas com o objetivo de identificar potenciais tratamentos para essa infecção que já levou a mais de 5,5 milhões de mortes no mundo. Canabinoides, compostos derivados da planta Cannabis sativa, fazem parte desse grupo de moléculas. Mas o que são esses compostos canabinoides? A planta Cannabis sativa e seus componentes, são utilizados há muito tempo como fibras, extratos e produtos aditivos em cosméticos e suplementos alimentares. Mais de 170 compostos ativos são produzidos por essa planta, muitos deles, como canabidiol (CBD) e tetraidrocanabinol (THC).Esses,  já possuem suas moléculas caracterizadas e são produzidos sinteticamente. Atualmente esses são os dois principais canabinoides disponíveis no mercado e regulamentados para o uso em condições patológicas no Brasil e ao redor do mundo.

Um estudo recente, publicado na revista Journal of Natural Products, e feito na Universidade do Estado do Oregon em parceria com a Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, mostrou que outros dois compostos da Cannabis, os ácidos canabigerólico (CBGA) e canabidiólico (CBDA), tem potencial para a prevenção e tratamento da infecção por SARs-CoV-2. Os pesquisadores mostraram através de ensaios de afinidade que essas moléculas podem atuar como moduladores da proteína spike do coronavírus, que é a proteína utilizada pelo vírus para invadir as células humanas. É essa proteína também o principal alvo das vacinas desenvolvidas e que estão sendo aplicadas na população. Através de ensaios de neutralização viral, esses dois ácidos preveniram a infecção de células humanas epiteliais em cultura por um pseudovírus expressando a proteína spike do SARs-CoV-2, ou seja, impedindo a entrada do vírus nas células. Além disso, esses dois canabinoides foram igualmente eficazes contra as variantes alpha e beta do novo coronavírus.

É importante lembrar que esse estudo traz resultados preliminares que foram desenvolvidos com pesquisas in vitro, ou seja, apenas utilizando culturas de células humanas. Estudos utilizando modelos animais e diferentes fases clínicas (em pacientes) ainda são necessários. Outro fator importante é que devemos considerar que esses compostos são quimicamente isolados da planta e armazenados em quantidades ideais para os estudos. O consumo da planta Cannabis para fins recreativos não tem relação nenhuma com os efeitos encontrados nesse estudo. Além disso, nenhum tratamento com resultados preliminares substitui a eficácia das vacinas que estão sendo aplicadas gratuitamente para a população.

Canabinoides tem uma longa história de uso seguro em seres humanos e tem mostrado potencial para o tratamento de inúmeras doenças e condições que temos tratado semanalmente aqui nos nossos posts. Os cientistas acreditam que com maiores estudos no futuro, esses dois canabinoides poderão ser utilizados no tratamento ou prevenção da COVID-19. Para saber mais sobre canabinoides e seu uso em doenças, acompanhe essa página e entre em contato conosco aqui na AuraPharma.

Informações da publicação do estudo:

van Breemen RB, Muchiri RN, Bates TA, Weinstein JB, Leier HC, Farley S, Tafesse FG. Cannabinoids Block Cellular Entry of SARS-CoV-2 and the Emerging Variants. J Nat Prod. 2022 Jan 10. doi: 10.1021/acs.jnatprod.1c00946. Epub ahead of print. PMID: 35007072.

Responsável: Carlos Henrique Alves Jesus

CANNABIS MEDICINAL- Conteúdo Informativo

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